segunda-feira, 12 de março de 2012

"Correntes marítimas Oceano Atlântico e circulação geral dos oceanos


Em actualização..

Correntes marítimas
Correntes marinhas são rios de água salgada, com temperaturas diferentes daquelas circunstantes, que correm no mar, segundo uma direcção bem precisa.
Uma enorme massa de água dos pólos, fria, pesada, ao fundo do oceano, rumo ao Equador.
Este deslocamento chama à superfície a água aquecida pelos raios do Sol, que é mais leve.
Tem-se, assim, um ciclo contínuo:
Dos Pólos ao Equador, fria e pesada.
Do Equador, aos Pólos, quente e superficial.
As correntes marinhas são devidas, além das diferenças de temperatura e de salinidade, de densidade, sobretudo aos ventos de estação, constantes ou a longo período, como os alísios e as monções.

Neste mapa nota-se que o coração do Atlântico Norte tem um nome português: Mar dos Sargaços. As correntes fortes que vão da América para a Europa e a corrente menos forte da Gronelândia (de água fria) que corre do extremo Norte da Europa para o extremo Norte da América

No Atlântico Norte

As correntes dominantes das águas e dos ventos oceânicos são no sentido dos ponteiros do relógio. A corrente dominante no Atlântico Norte  chama-se Corrente do golfo - de água quente- e corre da América para a Europa.
A Corrente do Golfo [Golfo Stream] é considerada a corrente oceânica mais forte de todos os mares.
Mais para Norte do Atlântico há outra corrente que corre da Europa para a América, chama-se a Corrente da Gronelândia.
É uma corrente de água fria, muito mais fraca que a Corrente do Golfo.
Foi a Corrente da Gronelândia que levou os primeiros Vikings para a parte mais a Norte da América do Norte.
Foi Bartolomeu Dias que descobriu  as correntes no Atlântico Norte são a imagem em espelho das correntes do Atlântico Sul.
As correntes ao Norte do Equador são no sentido dos ponteiros do relógio.
A Corrente das Canárias tem a sua origem no promontório de Sagres onde o Infante D. Henrique instalara a sua Escola, e segue ao longo da costa africana, continua ao Norte do Arquipélago de Cabo Verde, transformando-se na Corrente Equatorial do Norte ou dos Ventos Alísios, atravessa o Atlântico paralelamente ao Equador e desaparece no Mar das Caraíbas.
Depois, a Corrente do Golfo, semelhante a um rio enorme, corre para a Europa, e na altura dos Açores divide-se em Corrente do Atlântico Norte e Corrente das Canárias.
Durante milhares de anos não se alterou esta dança do Atlântico. Todas estas correntes estabeleceram limites à volta da vasta área de sargaço, um mar sem costas, que constitui o coração do Atlântico, ao qual os portugueses chamaram Mar do Sargaço, nome por que é internacionalmente conhecido.

Correntes marítimas Atlântico Sul, de acordo com o Almirante Gago Coutinho
No Atlântico Sul

As correntes dominantes ao Sul do Equador são no sentido contra-relógio.
A Corrente Fria de Benguela é uma corrente de águas frias acompanhadas de ventos frios que se movem no sentido Sul - Norte (contrária aos ponteiros do relógio) e que banham a costa ocidental meridional de África, desde o Cabo de Boa Esperança, passando pela Costa dos Esqueletos na Namíbia, pela Costa de Angola, até atingir  o Equador, onde vira bruscamente para Oeste, transformando-se na Corrente Equatorial Sul.
A Corrente Equatorial Sul, corre de Leste para Oeste, próximo do Equador, entre 3º Norte e 10º Sul, com velocidade de 0.7 nós até bifurcar-se, cerca de Fernando Noronha, para formar a Corrente das Guianas que, correndo paralelamente à costa Norte do Brasil, se vai juntar à Corrente Equatorial Norte, e à Corrente Brasileira, que no largo, acompanha as Costas Leste e Sul do Brasil
A Corrente Fria de Benguela tem origem no Oceano Glaciar Antárctico, alarga-se à medida que se dirige para Norte, chegando a atingir 300 Km de largura ao largo de Benguela, em Angola.

O ponto de encontro dos oceanos, Atlântico Sul e Índico é também onde a Corrente Fria de Benguela encontra a Corrente Quente das Agulhas ao largo do Cabo de Boa Esperança.
Este encontro resulta numa mistura atribulada de águas e ventos quentes e frios, cuja diversidade dá lugar uma instabilidade acentuada de clima, a uma fauna marinha abundante, variada de peixes, aves marinhas e mamíferos marinhos.
O impacto da Corrente Fria de Benguela na costa de Angola é manifestado pelas condições desérticas da Costa dos Esqueletos e da Costa do Namibe, semi - áridas a Sul de Benguela, dos nevoeiros persistentes ao largo da costa meridional angolana.
A Corrente Fria de Benguela alimenta os ventos Alísios do Atlântico Sul, determinando assim o clima árido da costa meridional angolana,  a existência dos desertos do Namibe e do Kalaáhari.
Devido  à acção da Corrente Fria de Benguela e dos Ventos Alísios, é extremamente difícil aos navios veleiros viajar no sentido Norte-Sul ao longo da costa de Angola e costa dos Esqueletos, Namíbia , obrigando os navios a tomaram uma rota muito larga quase tocando a costa brasileira.

Navio dos Vikings sem velas triangulares ou latinas.
 É impossível a um barco de vela do tipo Viking apenas com uma vela quadrada poder navegar contra ventos e  correntes. Moviam-se quando o vento era favorável e nunca podiam navegar contra o sentido do vento. Compreende-se que os Nórdicos [Escandinavos] têm direito ao L'Anse aux Maedows" na Gronelândia.

A caravela típica portuguesa com três velas triangulares ou latinas, o único barco que primeiro foi capaz de navegar os ventos oceânicos. Não precisava de remos para ser manobrado. A manobra era feita por meio de velas latinas e da ré.
" A vela triangular permite a navegação contra os ventos, em arco, orientando o barco a 90 graus contra o sentido do vento e nessa posição o navio faz ziguezagues contra o vento, o seu percurso será numa curva, mas desta maneira o barco anda para a frente,  mesmo em porto consegue manobrar o barco e sair ao mar alto. Nessa altura o piloto, usa com mais vantagem a vela quadrada" .
Os portugueses foram os primeiros europeus a usar a vela latina , e a navegar os altos mares.




A CIRCULAÇÃO GERAL DOS OCEANOS

As correntes oceânicas constituem, o resultado do efeito combinado dos ventos e das variações de densidade. Os deslocamentos prosseguem para além da região de origem.
Os fluxos gerados por estes fenómenos (ventos e variações de densidade da água do mar) são, ainda, modificados pela rotação da Terra (que os desvia), pela fricção interna do líquido (que os amortece) e pelos acidentes geográficos e topografia do fundo (que restringem seu desenvolvimento).
As circulações das grandes áreas oceânicas mostram semelhanças notáveis.
Na camada superior, existe circulação no sentido dos ponteiros do relógio, tanto no Oceano Atlântico Norte, como no Oceano Pacífico Norte; e no sentido oposto, contra relógio no Oceano Atlântico Sul, Oceano Pacífico Sul e Oceano Índico Sul .

Principais Correntes Oceânicas

O padrão básico das correntes oceânicas é um sistema quase fechado chamado “Círculo”.
Cada oceano apresenta um grande “Círculo de Correntes” centrado aproximadamente nas regiões subtropicais (cerca de 30° Norte e 30° Sul) em ambos os Hemisférios.

Hemisfério Norte:

No Atlântico Norte e no Pacífico Norte há, também, um “Círculo de Corrente” de sentido oposto no Oceano Glaciar (Subpolar) Árctico (centrado aproximadamente nos 50° Norte / 60° Norte) .

Hemisfério Sul:

A grande Corrente de Deriva Ocidental (ou Deriva do Vento Oeste), que circunda na Antárctida, põe em comunicação os sistemas de correntes de cada um dos três oceanos.
A continuidade e a simplicidade aparentes da Deriva do Vento Oeste se devem à quase ausência de barreiras terrestres nessas Latitudes.

Circulação das correntes oceânicas

No Oceano Atlântico Norte e Oceano Pacífico Norte, um traço muito notável é a presença de correntes mais estreitas e rápidas no lado Oeste do que no lado Leste, o que é denominado “intensificação das correntes a oeste”.
É o caso das Correntes de Kuroshio e do Golfo (Gulf Stream), onde as águas avançam de 25 a 60 milhas por dia.
O mesmo fenómeno ocorre no Oceano Atlântico Sul, no Oceano Pacífico Sul e no Oceano Índico Sul.
A Corrente do Brasil e a Corrente do Leste da Austrália não são tão notáveis como as do Hemisfério Norte.
No Oceano Pacífico Sul, a Oeste a circulação se apresenta complexa e a intensidade pouco definida.
As correntes limítrofes orientais, como a Corrente da Califórnia no Oceano Pacífico Norte e a Corrente das Canárias no Oceano Atlântico Norte, são sensivelmente mais fracas que as ocidentais, com cerca de 2 a 4 milhas por dia.
Na região equatorial dos três Oceanos existe um sistema de correntes semelhante:
Corrente Sul Equatorial fluindo para Oeste sobre o Equador, ou um pouco ao Sul, e
Corrente Norte Equatorial, na mesma direcção, mais ao Norte.
No Oceano Pacífico, as duas correntes, Norte Equatorial e Sul Equatorial, são separadas por uma Contra corrente Equatorial, fluindo para Leste, de um lado a outro do oceano.

Correntes marítimas Oceano Pacífico Norte e Equatorial Norte e Sul
No Oceano Atlântico, essa Contra corrente só é importante na parte Leste, Corrente da Guiné.
No Oceano Índico as três correntes clássicas só aparecem durante certa época do ano.
Os Sistemas de Correntes Equatoriais, também chamados “espinha dorsal da circulação”, levam os estudiosos a acreditar que os grandes “Círculos” ao Norte e ao Sul são derivados  pelos Ventos Alísios.

PRINCIPAIS CORRENTES OCEÂNICAS

Na representação esquemática das correntes superficiais no Oceano Atlântico pode-se observar a existência de duas grandes circulações: uma no Atlântico Norte e outra no Atlântico Sul.


No Oceano Atlântico Norte

No Hemisfério Norte as correntes marítimas são no sentido dos ponteiros do  relógio.

A circulação das correntes marítimas no Oceano Atlântico Norte compreende a  Corrente Norte Equatorial e a Corrente do Golfo, conhecida internacionalmente por “Golf  Stream
A Corrente Norte Equatorial flui para Oeste, na região dos Ventos Alísios de NE, alimentada pela Corrente das Canárias vinda na direcção SSW ao largo da costa africana, e também pela união do lado ocidental dum ramo da Corrente Sul Equatorial que atravessa o Equador.
No extremo Oeste, ao largo da costa do Nordeste brasileiro a Corrente Norte Equatorial forma a Corrente das Guianas que se dirige para as ilhas das Caraíbas no sentido NW,  tornando-se na Corrente das Caraíbas.
A Corrente do Golfo começa com a junção da Corrente da Flórida que atravessa o Estreito de Yucatan e da Corrente das Caraíbas, desde o estreito da Flórida, estende-se para Norte e Leste até à latitude 45 até formar a Corrente do Atlântico Norte.
A Corrente da Flórida estende-se para o Norte desde o Estreito da Flórida até o Cabo Hatteras, reforçada pela Corrente das Caraíbas, atinge à superfície velocidades no Estreito da Flórida  maiores que 1,6 m/s (3 nós), resultado da diferença do nível existente entre as águas do Golfo do México e as da costa Atlântica dos Estado Unidos, dos efeitos dos ventos alísios.
A Corrente do Golfo propriamente dita (“Gulf Stream”) constitui a parte central do Sistema e vai desde o Cabo Hatteras, de onde se afasta da costa no rumo aproximado NE, até cerca de Latitude 45° Norte, Longitude 045° W, onde começa a ramificar-se.
A “Gulf Stream” é muito bem definida e relativamente estreita (por isso, já foi chamada de “um rio dentro do mar”), apresentando uma velocidade na superfície de 1,2 a 1,4 m/s (2,3 a 2,7 nós).
A Corrente do Atlântico Norte inflecte para Leste como continuação da Corrente do Golfo , na altura da Latitude 45° N, fechando o “círculo” do Atlântico Norte.
Um ramo da Corrente do Atlântico Norte flui na direcção geral Nordeste, dividindo-se na Corrente da Noruega (ou Deriva do Atlântico Norte) e Corrente de Irminger.
A Corrente da Noruega dirige-se para o Mar da Noruega e depois para o Árctico, bifurcando-se, por sua vez, em dois ramos, um que banha as costas Norte e Oeste do Spitzbergen e outro que entra no Mar de Barents.
A Corrente da Noruega tem uma importância fundamental, tornando o clima no Norte da Europa e na Escandinávia muito menos frio que o clima das regiões de mesma Latitude do outro lado do Oceano (Gronelândia e Norte do Canadá),banhadas por correntes frias.
A Corrente de Irminger flui para Oeste, pelo Sul da Islândia.
Proveniente do Oceano Glaciar Árctico, flui na direcção Sul, do largo da costa Este  Groenlandesa, a Corrente Oriental da Gronelândia, de águas frias.
A Oeste da Gronelândia, a Corrente Ocidental da Gronelândia, de águas relativamente mais quentes, corre para o Norte, entrando na Baía de Baffin, quando as suas águas arrefecem  e retornam para  Sul, em conjunto com outras águas árcticas, como a Corrente do Labrador, de águas frias,  ao largo da costa americana.
Os “círculos de corrente” do Atlântico Norte e do Atlântico Sul são separados por uma Contra corrente Equatorial, que corre para Leste unindo-se a uma corrente que banha a costa da África, desde o Cabo Verde para o Sul e Leste, penetrando no Golfo da Guiné, denominada de Corrente da Guiné.
Esta Contra corrente Equatorial é mantida em circulação na região das calmarias equatoriais devido ao maior nível da superfície do Atlântico Equatorial na parte ocidental do Oceano, pelo empilhamento de águas originado pelos ventos Alísios.
A circulação superficial no Atlântico Sul está compreendida entre a Zona Equatorial e a Convergência Subtropical.
Recebe variadas denominações, segundo a região geográfica por ela percorrida.

No Oceano Atlântico Sul

No Hemisfério Sul as correntes marítimas são no sentido contra relógio, ou sentido oposto aos ponteiros do relógio.
A acção dos ventos Alísios de Sueste é a principal responsável pelo Círculo  Sul Atlântico.
Os ventos impulsionam as águas para Oeste, formando a Corrente Sul Equatorial.
Embora uma pequena parcela desta corrente passe para o Hemisfério Norte, com o nome de Corrente das Guianas, o grosso inflecte para o Sul e segue numa direcção quase  longitudinal sentido Norte/ Sul, até à  latitude cerca de 40° Sul  e tem o nome de  Corrente do Brasil.
A Sul do continente Sul americano, a Corrente do Brasil inflecte para Leste, como parte da Corrente Sul Atlântica e da Deriva do Vento Oeste, e suas águas atravessam o Atlântico até à África.
Junto à costa africana, volta–se para o Norte, indo constituir a Corrente Fria de Benguela.
Uma das características da Corrente do Brasil é ser uma corrente quente e salina, pois provém das regiões equatorial e tropical.
A Corrente Fria de Benguela é fria e menos salina, devido à contribuição das águas da região sub Antárctica.
A Corrente das Malvinas (Falkland) também tem grande importância no Sudoeste do Atlântico Sul.
A Corrente das Malvinas segue próximo ao continente, procedente da região sub Antárctica, afastando para o largo a Corrente do Brasil, até uma latitude de 30° Sul ou 25° Sul.
Esquema dos ventos estabelecido a partir do mapa do Almirante  Gago Coutinho ilustrando a necessidade da “volta do mar” para que se pudesse contornar o Sul da África


Por vezes, embora não constituam propriamente correntes, podemos encontrar alguns sectores mais frios e menos densas, em latitudes relativamente mais baixas, nas proximidades do litoral brasileiro.
Tais sectores correspondem a afloramentos de água sub superficial proveniente da Antárctica, e são bem caracterizados no Verão, na região próxima ao Cabo Frio.
Ao redor de toda a Antárctida circula a Deriva do Vento Oeste (ou Corrente Circum-polar Antárctica), na direcção geral Leste, apresentando desvios associados às características geográficas e à topografia do fundo.
Junto à costa da Antárctica a corrente flui na direcção oposta, isto é, para Oeste,  em consonância com os ventos predominantes de Leste (Estes Polares).
Nos mares de Weddell e de Ross, duas grandes reentrâncias do continente antárctico, a circulação das águas é no sentido ponteiros do relógio.

6 comentários:

  1. Não publicam o Mapa das principais Correntes Marítimas e Ventos Dominantes do Atlântico Sul desenhado pelo punho do Almirante Gago Coutinho e publicado num opúsculo?
    úsculo?
    Se não fizeram ainda, procurem original na Biblioteca Nacional de Lisboa e no Arquivo Histórico da Marinha também em Lisboa, essa referida pequena brochura da autoria do Almirante Gago Coutinho. Esse mapa é mais elucidativo que os vossos mapas.

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    1. Sr. Kylhozy Simes
      Muito obrigado pela informação prestada!
      Bem Haja.

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  2. Olá!
    Gostaria de saber de qual bibliografia foi retirada a primeira figura dessa postagem. (No topo. Imagem das correntes marítimas de todo o planeta).
    Grato.
    Caio

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  3. O que acontece quando um navio sai das águas do oceano Atlântico e entra no oceano Índico? Eu me refiro ao que acontece próximo ao Cabo das Agulhas, sul da África, pois está relacionado com as navegações portuguesas para a Índia?

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  4. O trecho a seguir foi copiado de dentro da matéria acima: "
    "O ponto de encontro dos oceanos, Atlântico Sul e Índico é também onde a Corrente Fria de Benguela encontra a Corrente Quente das Agulhas ao largo do Cabo de Boa Esperança.
    Este encontro resulta numa mistura atribulada de águas e ventos quentes e frios, cuja diversidade dá lugar uma instabilidade acentuada de clima, a uma fauna marinha abundante, variada de peixes, aves marinhas e mamíferos marinhos". Acrescentamos apenas que contornar o Cabo da Boa Esperança sempre foi dramático devido a turbulência das águas naquela região, ocasionando frequentemente mar revolto em grau 2 a 3. O desenho esquemático das correntes dos hemisférios em "espelho" se deve ao efeito de Coriolis e outras confluências dos ventos da Circulação Geral e embora tenha sido detectado tal efeito por Bartolomeu Dias, a primeira observação de correntes marítimas foi feita por Juan Ponce de Leon na chamada Corrente do Golfo.

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  5. Sr, Sílvio
    Com o devido respeito e de acordo com o Dr. Luciano da Silva informo:
    Como se sabe, a Corrente das Canárias tem a sua origem no promontório de Sagres onde o Infante D. Henrique instalara a sua Escola, e segue ao longo da costa africana, continua ao Norte do Arquipélago de Cabo Verde, transforma-se na Corrente Equatorial do Norte ou dos Ventos Alíseos, atravessa o Atlântico paralelamente ao Equador e desaparece no Mar das Caraíbas.
    Depois, a Corrente do Golfo, semelhante a um rio enorme, corre para a Europa, e na altura dos Açores divide-se em Corrente do Atlântico Norte e Corrente das Canárias.
    Durante milhares de anos não se alterou esta dança do Atlântico. Todas estas correntes estabeleceram limites à volta da vasta área do Sargaço, um mar sem costas, que constitui o coração do Atlântico, ao qual os portugueses chamaram Mar do Sargaço, nome por que é internacionalmente conhecido.
    Benjamim Franklin foi quem, pela primeira vez, depois dos Portugueses, reconheceu a importância das correntes atlânticas na navegação. Na qualidade de Correio-mor delegado das Colónias, Franklin interessou-se pelas correntes que poderiam contribuir para aumentar a velocidade dos veleiros do correio destinado à Europa.
    Para este fim, mandou levantar a primeira carta da corrente do Golfo em 1769.
    Todavia, foi o Príncipe Alberto do Mónaco (1885-1887) quem fez os primeiros estudos oceanográficos das correntes e dos ventos do Atlântico. Mandando lançar em diversos pontos do Atlântico Norte garrafas e barris de diferentes tamanhos, demonstrou que todos esses objectos davam a volta ao Mar do Sargaço e todos eles eram impelidos na direcção do Continente Americano pelos ventos alísios ou pela Corrente Equatorial do Norte.
    Demonstrou também que nenhum desses objectos atravessou o Equador em direcção ao Atlântico Sul.
    As conclusões do Príncipe Alberto de Mónaco foram confirmadas pelo Instituto Oceanográfico de Words Hole, de Massachusett.
    A Corrente do Golfo sempre levou, do Novo Mundo, objectos estranhos até às costas dos Açores e de Portugal. Substâncias vegetais, troncos de pinheiro (não havia pinheiro nos Açores) e canoas serviam para mostrar aos navegadores a existência de terras desconhecidas lá para o Ocidente.
    Juan Ponce de León (1460 -1521) foi um conquistador espanhol do início do século XVI. O primeiro governador de Porto Rico e acredita-se que tenha sido o primeiro europeu a visitar a Flórida, o que não é verdade, ver mapa dito de Cantino de 1502, a actual Flórida já era conhecida dos portugueses. Acredita-se também que teria sido ele que deu o nome à região), após ter partido à frente de uma expedição em busca da fonte da juventude.
    Dizem que avistou a costa da América do Norte a 27 de Março de 1513. Pensou tratar-se de uma ilha, mas, na realidade, estava diante da actual Flórida, onde desembarcou a 2 de Abril.
    Em 1514 recebeu a tarefa de colonizar a " Flórida". No entanto, só retornou para lá em 1521.
    Durante essa segunda visita, Ponce de León e seus homens foram atacados por uma tribo de Calusa (em Pine Island) e León foi ferido por uma flecha envenenada.

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