quinta-feira, 10 de março de 2011

" flora de Angola "




"flora de Angola"





 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Portugueses no arquipélago da Madeira e Açores




 

 
 
 
fonte:  Manuel Pinheiro Chagas e José Maria de Sousa Monteiro

1418

Neste ano foi mandado Bartolomeu Perestrelo, Cavaleiro da Casa do infante D. João, à empresa de dobrar o Bojador; mas sendo assaltado de tempestade,. perdeu  derrota que levava, e foi arrojado a uma Ilha desconhecida, a que deu o nome de Porto Santo, por ter achado nela abrigo, e descanso de sua trabalhosa navegação.
Damião de Gois, e Soares da Silva põem este descobrimento no ano seguinte de 1419.
Alguns negam que Perestrelo fosse o descobridor desta Ilha, e somente dizem que o infante lhe dera a Capitania dela: mas a pratica geral daquele tempo nos parece persuadir o contrário.
No ano seguinte de 1419 voltou Perestrello com  outros dois navegantes João Gonçalves Zarco, e Tristão Vaz, Cavaleiros da casado infante D. Henrique, cada um em seu navio a Ilha de Porto Santo, lavando Perestrello ordem, alguns preparos para começar a sua cultura.

Dizem os escritores antigos, que lançando na Ilha uma coelha , que no mar havia parido, fora a criação destes animais em tanto aumento, que destruiu as searas, e por algum tempo retardaram, ou embaraçaram o projecto da colonização da Ilha.

Perestrello voltou a Portugal: mas João Gonçalves, e Tristão Vaz, tendo observado uma espécie de nevoeiro, que constantemente se lhes oferecia no mar,  sempre no mesmo sitio e direcção, suspeitaram o que poderia ser, e dirigindo-se para aquela parte, descobriram a Ilha da Madeira ,  que deram este nome pelo alto e vasto arvoredo, de qual a acharam coberta.

Algumas antigas memorias dizem que Francisco Alcoforado , Cavaleiro da Casa do infante D. Henrique, fora neste descobrimento, e o descrevera em uma exacta Relação.

De João Gonçalves Zarco se diz que foi o primeiro Português, que usou da pólvora , e artilharia nos navios. Manuel Thomaz, na lnsulan. I. 1.° est. fallando delledix.

« liem i verdade, qut cstt o Lusitano
 Primeiro foi, no mar com nome eterno,
 Que usou da dura fruta de Vulcano,
 E o salitrado aljôfar do inferno;s


ASSO DC 113.s.

Por este ano começou o Infante a mandar povoar as Ilhas da Madeira, e Porto Santo, e também a Deserta, que sem duvida foi descoberta com as primeiras.
Ele mesmo na doação que fez do espiritual destas Ilhas â ordem de Cristo em 18 de Setembro de 1460, quase dois meses antes do seu falecimento, diz « comecei de povoar a minha Ilha da Madeira, haverá ora trinta e cinco anos, e isso mesmo a do Porto Santo, e deshi, prosseguindo, a Deserta s por onde parece fazer-se verosímil, ao menos em parte, o que uniformemente referem os nossos escritores, que lançando-se fogo aos bosques da Ilha da Madeira, este se ateara de tal modo, que por alguns anos não fora possível povoá-la Os anos devem neste caso contar-se desde 1419, ano do descobrimento, até 1425. E dizemos, ao menos em parte, porque algum tempo era preciso para te prepararem as famílias, e os mais objectos necessários à povoação e cultura daquelas Ilhas.

O infante dividiu a Ilha da Madeira entre os seus dois descobridores. Mandou vir da Ilha de Candia a preciosa planta da malvasia, (jue tanto ali prosperou, e tão útil tem sido ao comércio, e riqueza da Madeira. Mandou também vir da Sicília a cana do açúcar, e mestres, que a ensinassem a plantar e cultivar, e a fabricar o assucar. E foi esta cultura tão bem recebida do terreno, que em 1501 íe participava a El-Rei D. Manuel haverem-se fabricado, nesse ano, na Ilha, 63:800 arrobas de assucar. Quando Barros escrevia as suas Decadas, diz elle, que uma porção de terra de trez léguas dava ao quinto mais de 60:000 arrobas. E Bluteau, nos princípios do século passado, escrevia que na Ilha houvera algum tempo ISO engenhos do assucar os quais rendião 400:000 arrobas.

Da Ilha da Madeira saíram depois os mestres, qne íorfio introduzir o fabrico do assucar na Ilha de S. Tomé, e de ambas estas Ilhas se propagou mais depois no Brasil , por industria dos Portugueses, tanto a cultura da cana , como a factura do assucar.

O grande infante D. Henrique, posto que aplicado á povoação e cultura da Madeira, Porto Santo, e Dezeria, nem por isso se esquecia de continuar, e promover a sua primeira, e principal empresa, da qual porém sabemos, que por espaço de doze anos se não tirou fruto algum, não se conseguindo em todo este tempo dobrar o Cabo Bojador.Gil Eannes, natural de Lagos, dobrou enfim o formidável Bojador.

Dizem os antigos escritores portugueses, que está passagem do cabo fora então reputada como uma façanha igual a algum dos trabalhos d' Hercules: expressão, que hoje parece minimamente exagerada , mas que o não era tanto* naqueles tempos, vistas as dificuldades, os medos, e oá perigos, que ou se tinham experimentado, ou se imagina-» vão e sofHinhão na mesma passagem, e qué por tanto tem-* po a haviuo retardado.

Parece-nos não se ter ainda determinado com bastante precisão, e certeza, a época deste notável acontecimento.; Muitos dos nossos escriptores a referem ao anno de 1433: alguns ao de 1432: outros ao de 1434r eoutros finalmen-» te ao de 142S.

Se nesta materia pode haver lugar a conjecturas, nós temos por mui verosímil, que o passagem do Bojador se executou em 1429, ou quando mais tarde em 1430. As razões, em que nos fundamos, são as seguintes:

Primeira: que os nossos antigos uniformemente dizem, que o infante D. Henrique, por mais de doze annos T fizera tentativas para dobrar este cabo, mandando a cllc Frequentemente os. seus navios. E como estas tentativas começaram logo depois da expedição de Ceuia, istohe, em 1416, ou ao mais tardar em 1417, parece que a passagem do cabo ^eria em 1429 ou em 1430.

Segunda: que o Papa Martinho V, permitiu por uma sua bulia, que se pudesse contratar e comerciar com os infiéis. Esta permissão, cuja verdadeira data ignoramos, não podia ser posterior a 20 de Fevereiro de 1431 , em que aquele santo Padre faleceu. Tinha pois sido pedida, e pode ser que concedida pelo menos em 1430. Por outra parte é de presumir, que o infante somente a pediria depois de se ter vencido a grande dificuldade do Bojador; porque até então nem sabemos que os nossos navegadores sahissem em terra a negociar, ou procurassem ter comunicação e comercio com os habitantes; nem é verosímil que o intentassem a respeito dos Mouros , com quem os Portugueses estavam em actual, e continua guerra. Donde se corrige, que antes de 1430, ou quando muito nesse mesmo ano, já se tinha vencido o Bojador.

Terceira: que na bulia do Papa Nicolau V. (já citada) dos princípios de Janeiro do anno da Encarnação de 1454, que é anno vulgar de 145S, se diz que o infante, havia vinte e cinco anjos, (a viginti quinque annis cilra, isto é, ha vinle e cinco annos a esta parte) não cessava de mandar navios ao descobrimento das terras, e costas do Bojador para as partes do Sul. Logo o Bojador já tinha sido dobrado, ejá se navegava além d'elle para o Sul vinte e cinco annos antes da data da bulia, o que vem a dar em Janeiro de 1430, e mui provavelmente no anno antecedente de 1429.

ADVERTÊNCIA.

Pareceu-nos aqui lugar próprio para notar em geral, que algumas das diferenças que se encontrão nos antigos escritores a respeito de datas, e que talvez parece que embaraçam a cronologia dos descobrimentos, se devem atribuir, segundo o nosso juízo, a que uns tomarão por época de tal, ou tal expedição e descobrimento o ano em que os navegantes saem de Portugal': outros o ano em que chegavam á costa de África , e efectivarnente loenvão o ponto descoberto, o que muitas vezes snecedia no ano seguinte ao da sabida: e outros finalmente o ano em que voltarão ao reino, e se divulgava a noticia. Por onde entendemos, que quando a diferença das datas é pequena , e de anos imediatos, se não deve fazer conta com ela para ali arguir alguma incerteza no acontecimento , ou alguma variação essencial na sua época.

O Infante D. Henrique mandou no ano de 1431, que .o Comendador de Almourol na O. de Chr. Fr. Gonçalo Velho Cabral fosse correr os mares a Oeste, em demanda de novas terras. O navegante encontrou os baixos das Formigas, situados entre as Ilhas de Santa Maria e S. Miguel, mas não deu fé .de alguma d'ellas, e voltou a Portugal a informar o Infante do que linha observado.

Foi outra vez mandado no ano seguinte de 1432 a explorar os mares, em que existiam aqueles baixos, e então com melhor fortuna descobriu a Ilha de Santa Maria, primeira descoberta no arquipélago dos Açores a 15 de Agosto, e pela circunstância da festividade do dia lhe deu aquele nome.

O infante fez a Gonçalo Velho Capitão-donatário da Ilha, e ele a começou logo a povoar, e cultivar com grande proveito e interesse.
Annes, natural de Lagos, dobrou enfim o formidável Bojador.

Dizem os antigos escritores portugueses, que está passagem do cabo fora então reputada como uma façanha igual a algum dos trabalhos d' Hercules: expressão, que hoje parece minimamente exagerada , mas que onâo era tanto* naqueles tempos, vistas as dificuldades, os medos, e oá perigos, que ou se tinham experimentado, ou se imagina» vão e sofHinhão na mesma passagem, e que por tanto tempo a havido retardado.

Parece-nos não se ter ainda determinado com bastante precisão, e certeza, a época deste notável acontecimento.; Muitos dos nossos escritores a referem ao anno de 1433: alguns ao de 1432: outros ao de 1434r e outros finalmente ao de 142S
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Se nesta materia pode haver lugar a conjecturas, nós temos por mui verosimil, que o passagem do Bojador se executou em 1429, ou quando mais tarde em 1430. As razões, em que nos fundamos, são as seguintes:

Primeira: que os nossos antigos uniformemente dizem, que o infante D. Henrique, por mais de doze annos T fizera tentativas para dobrar este cabo, mandando a cllc Frequentemente os. seus navios. E como estas tentativas começaram logo depois da expedição de Ceuta, isto é, em 1416, ou ao mais tardar em 1417, parece que a passagem do cabo seria em 1429 ou em 1430.

Segunda: que o Papa Martinho V, permitiu por uma sua bulia, que se pudesse contratar e comerciar com os infiéis. Esta permissão, cuja verdadeira data ignoramos, não podia ser posterior a 20 de Fevereiro de 1431 , em que aquele santo Padre faleceu. Tinha pois sido pedida, e pode ser que concedida pelo menos em 1430. Por outra parte é de presumir, que o infante somente a pediria depois de se ter vencido a grande dificuldade do Bojador; porque até então nem sabemos que os nossos navegadores saíssem em terra a negociar, ou procurassem ter comunicação e comercio com os habitantes; nem é verosímil que o intentassem a respeito dos Mouros , com quem os Portugueses estavam em actual, e continua guerra. Donde se corrige, que antes de 1430, ou quando muito nesse mesmo ano, já se tinha vencido o Bojador.

Terceira: que na bulia do Papa Nicolau V. (já citada) dos princípios de Janeiro do ano da Encarnação de 1454, que é ano vulgar de 1455, se diz que o infante, havia vinte e cinco anos, (a viginti quinque annis cilra, isto é, ha vinle e cinco annos a esta parte) não cessava de mandar navios ao descobrimento das terras, e costas do Bojador para as partes do Sul. Logo o Bojador já tinha sido dobrado, e já se navegava além dele para o Sul vinte e cinco anos antes da data da bulia, o que vem a dar em Janeiro de 1430, e mui provavelmente no ano antecedente de 1429.

ADVERTÊNCIA.

Pareceu-nos aqui lugar próprio para notar em geral, que algumas das diferenças que se encontrão nos antigos escritores a respeito de datas, e que talvez parece que embaraçam a cronologia dos descobrimentos, se devem atribuir, segundo o nosso juízo, a que uns tomarão por época de tal, ou tal expedição e descobrimento o ano em que os navegantes sairão de Portugal': outros o ano em que chegavam á costa de África , e efectivamente levarão o ponto descoberto, o que muitas vezes sucedia no ano seguinte ao da sabida: e outros finalmente o ano em que voltarão ao reino, e se divulgava a noticia. Por onde entendemos, que quando a diferença das datas é pequena , e de anos imediatos, se não deve fazer conta com ela para ali arguir alguma incerteza no acontecimento , ou alguma variação essencial na sua época.

O Infante D. Henrique mandou no ano de 1431, que .o Comendador de Almourol na O. de Chr. Fr. Gonçalo Velho Cabral fosse correr os mares a Oeste, em demanda de novas terras. O navegante encontrou os baixos das Formigas, situados entre as Ilhas de Santa Maria e S. Miguel, mas não deu fé .de alguma d'ellas, e voltou a Portugal a informar o Infante do que linha observado.

Foi outra vez mandado no anno seguinte de 1432 a explorar os mares, em que existiam aqueles baixos, e então com melhor fortuna descobriu a Ilha de Santa Maria, primeira descoberta no arquipélago dos Açores a 15 de Agosto, e pela circunstancia da festividade do dia lhe deu aquele nome.

O infante fez a Gonçalo Velho Capitão-donatário da Ilha, e ele a começou logo a povoar, e cultivar com grande proveito e interesse.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

"baía de São João na Terra Nova tem a forma duma cabaça!"


Foram os navegadores portugueses quem primeiro desenharam esta baía em forma duma cabaça, num mapa antigo datado de 1506 e que está presentemente bem guardado na Alemanha!
Fig. No. 1-- Em Portugal ainda hoje o povo continua a usar as cabaças cheias de água ou vinho quando vão para o monte ou trabalhar nas terras.
Foi no dia 5 de Agosto de 2003, que eu recebi um e-mail de Lucy van Beek, Productora da Televisão Paladin Invision de Londres, na Inglaterra, com perguntas pertinentes em preparação para a minha entrevista em frente da câmara de vídeo que teve lugar no Museu da Pedra de Dighton, no dia 15 de Agosto de 2003. Aqui está, a tradução do referido e-mail:
“Há mais uma última coisa que eu preciso de te perguntar. No teu livro ‘Os Pioneiros Portugueses e a Pedra de Dighton’ há três mapas: a carta de Reinel de 1522; a Carta de Reinel de 1519 e também o Planisfério de Diogo Ribeiro de 1522.
Tens reproduções destes mapas na tua biblioteca, e será que poderemos ler e filmar os nomes de ‘Terra dos Corte Reais’? Já ouvistes falar no Atlas de Kunstmann de 1571? Tens uma cópia deste mapa? Pensamos que este mapa menciona uma baía ou um rio com o nome de João Vaz. Mais uma vez muito obrigada pela tua cooperação. Lucy.”
É óbvio que a equipa de televisão de Londres queria verificar e filmar os documentos reais!
A minha resposta para a Lucy foi de que tenho todos os mapas que ela me pediu, com excepção do Mapa de Kunstmann. Confessei-lhe que nunca tinha ouvido falar neste mapa mas prometi-lhe que iria procurá-lo e assim fiz.
Eu sei, por experiência pessoal nos passados quarenta anos, que quando eu preciso de encontrar qualquer informação sobre um mapa antigo vou em primeiro lugar à Monumenta Cartographica Henriquina.
Eu tenho a colecção completa dos sete volumes assim como a colecção de mapas coloridos na Biblioteca Museu, com o meu nome, em Cavião, Vale de Cambra, Portugal. Mas como estou agora na América onde é que eu poderia ir para examinar a Monumenta Cartographica?
Decidi ir à Biblioteca de John Carter Brown, localizada em Providence, Rhode Island, a qual é considerada a melhor nos Estados Unidos da América em cartografia Antiga.
Eu tenho sido Membro Associado da Biblioteca de John Carter Brown há mais de quarenta anos. Fui lá para rever os enormes volumes da Monumenta Cartográfica Henriquina. Possuem a colecção número treze, a qual foi dádiva do Primeiro Ministro de Portugal, em 1960, que naquela altura era António de Oliveira Salazar.
1576 Fernão Vaz Dourado
Fui três dias à Biblioteca de John Carter Brown onde fui muito bem recebido e tratado por todos os empregados.
(1) O Mapa de Kunstmann
1506 Mapa de Kustmann
Com muita atenção e perseverança consegui localizar o mapa de Kunstmann! Eureca! Aqui está a descrição deste mapa como aparece na Monumenta Cartographica Henriquina publicada em Portugal, em 1960:
“A maior parte desta colecção foi coordenada pelo humanista Konrad Peutinger (1465-1547) e pelo impressor alemão Valentim Fernandes que se estabeleceram em Lisboa.
Em 1715 Ignaz Peutinger ofereceu o que tinha sido acumulado pelo seu antecessor à biblioteca dos jesuítas em Augsburg; mas no princípio do século dezanove quando houve uma partilha da colecção uma parte ficou em Augsburg e a outra foi para Munique.
Isto não quer dizer que todo o material de origem portuguesa tivesse sido coleccionado por Peutinger, como por exemplo o Atlas de Vaz Dourado que foi adquirido muito mais tarde. Mas esta carta anónima c. 1506 foi uma das adquiridas em Lisboa para a colecção do humanista de Augsburgo.
É geralmente conhecida como “Kunstmann III” porque a sua parte ocidental foi pela primeira vez reproduzida em 1859, num fac-símile a cores com o No. III, no célebre Atlas do sábio padre e historiador alemão Friedrich Kunstmann, que viveu alguns anos em Lisboa. Não há dúvida nenhuma que ela é genuinamente portuguesa.
O pergaminho em que esta carta estava desenhada media aproximadamente 87 x 117 cm. nas suas maiores dimensões, e representava o Mar Negro, Mediterrâneo, Europa, metade da África e Atlântico com a Gronelândia, Terra Nova e costa do Brasil.
1570 , Fernão Vaz Dourado
A sua característica principal é a representação da Groenlândia, Terra de cortte Riall e Brasil.
Também é de notar que esta carta, a qual, como julgamos, se segue cronologicamente à de c. 1504 assinada por Pedro Reinel (Estampa 8), é a segunda a mostrar uma escala de latitudes do Equador a 68 graus Norte.
É também a segunda, depois de Reinel de c. 1504 a apresentar o novo tipo de rosa-dos-ventos com a flor de lis a apontar o norte, o que, conforme notou Heinrich Winter ‘foi introduzido pelos portugueses’ e ‘se tornou internacional”.
Aqui está uma foto do mapa Kunstmann feito por um cartografo em Lisboa em 1506 e preservado na Biblioteca de Augsburgo, na Alemanha, mostrando a terra do futuro Canadá, com o nome de “Terra de cortte Riall” ou Terra de Corte Real.
Fig. No. 1--- Mapa de Kuntsmann
(           (1)   Aponta a “Terra de cortte Riall” ou Terra de Corte Real
(2) Aponta para uma baía em forma duma cabaça
(3) Aponta para a linha de latitudes
(4) Aponta para a flor de lis indicando o Norte
1506 Mapa Kuntsmann
Examinemos agora de muito perto o mapa de Kuntsmann. Preste particular atenção "às duas baías ligadas pelo gargalo duma garrafa formando uma só baía em forma de um oito", igual à configuração duma cabaça!
Peço-lhe que note que o mapa de Kunstmann é uma cópia do mapa de Pedro Reinel feito em 1504 como foi explicado acima na Monumenta Geográfica Henriquina.
O uso da rosa-dos-ventos pela primeira vez nos mapas feitos pelos cartógrafos portugueses com a flor de lis a indicar o Norte é muito importante porque a flor de lis era o símbolo do Rei D. João II e também passou a fazer parte da ornamentação da Coroa dos Reis Portugueses.
Vamos agora comparar as "duas baías ligadas por um gargalo de garrafa" formando uma só baía em forma de um 8, ou em forma de uma cabaça, que aparece desenhada na carta de Kunstmann de 1506, ------> e compare com a figura em 8, ou do feitio de uma cabaça, igual ao formato da baía de São João na Terra Nova, como podemos verificar ainda hoje.
Fig. No. 2 -- Eu visitei São João da Terra Nova, com a minha mulher e os nossos dois filhos, em Julho de 1974, mas nunca mais me posso esquecer a grande impressão que aquele porto de mar ou baía me deixou ao verificar que é igual a uma cabaça!
(2) O Rio de João Vaz
O Rio de João Vaz pode-se ver no mapa feito por Fernão Vaz Dourado em 1576.
Fig. No. 3 – O nome de J. Vaz aparece neste mapa por baixo do pé direito do lavrador que está a lavrar a terra.
(3) Canadá é um nome português
Revendo os mapas da cartografia portuguesa e os documentos antigos que se referem às Terras dos Bacalhaus, verificamos repetidas vezes que estas terras eram chamadas: Terras dos Corte Reais, Terra do Labrador, Terra de Estêvão Gomes e Canadá!
A origem do nome Canadá vem do nome das terras que eram propriedade dos Corte Reais na Cidade de Tavira, no Algarve, Portugal.
Os Educadores e Historiadores do Canadá deviam verificar estes factos e ensinar a VERDADE à juventude canadiana e a todos os cidadãos canadenses, em vez de estarem a ensinar erradamente, favorecendo os colonos ingleses e franceses que chegaram muito mais tarde!