quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"Califórnia, S. Francisco, Cabrilho, Sermenho e Sesimbra (Portugal)"


Em actualização...
João Rodrigues Cabrilho, protagonizou uma aventura marítima ao serviço de Espanha.

Na época, foram diversos os factores que para tal contribuíram, desde a astúcia e as antipatias reais à circunstância de  se nascer e viver os verdes anos muito próximo do território espanhol, onde se formavam e recrutavam grupos de jovens dispostos a enfrentar a vastidão dos mares, para procurar a vida nova nas novas terras recém descobertas. 
Assim aconteceu com o português nascido na aldeia transmontana de Lapela, da freguesia de Cabril do concelho de Montalegre, Portugal.
Companheiro de Cortez na conquista do México e vindo a ser também um dos fundadores de Santiago de Guatemala, exerceu, entretanto, diversas missões de comando.
Em 1542 coube-lhe explorar o litoral setentrional da chamada Nova Espanha.
Em 27 de Junho de 1542 saiu do porto de Natividad (Acapulco) actual porto mexicano de Manzanillo, a armada composta pelos navios “São Salvador” e “Vitória”, capitaneada por João Rodrigues. O objectivo era encontrar o lendário estreito de Anian que ligava o Pacífico ao Atlântico. 
A 3 de Setembro avistam a ponta Sul da península da Califórnia. No dia 28 de Setembro a armada chegou à actual baía de S. Diego a que deu o nome de S. Miguel. Explorada a região, prossegue e atinge a latitude dos 40º Norte, junto ao cabo Mendocino. Em Outubro chegaram a Santa Bárbara e foram estabelecidos contactos com os índios Chumash e recebidos amigavelmente.  Foi reconhecida a actual ilha de Santa Catalina e passaram, sem entrar, na abertura da baía de São Francisco, tendo continuado a navegar para Norte, até ao rio Russo. Aqui a armada foi obrigada a regressar devido ao rigor do Inverno. Navegaram para Sul e invernaram na ilha da Possessão. No dia 3 de Janeiro de 1543 “faleceu desta presente vida João Rodrigues Cabrilho, capitão dos ditos navios, de uma queda dada na mesma ilha quando da estadia anterior nela, de que resultou partir um braço junto ao ombro”. A ilha foi baptizada com o nome de João Rodrigues pelo piloto-mor Bartolomeu Ferrelo, que lhe sucedeu no comando da armada. Este insistiu, após a morte de João Rodrigues, que não deixassem de descobrir em toda aquela costa o que lhes fosse possível. A armada chegaria a Natividad, depois de muito explorar e já sem mantimentos, no dia 14 de Abril de 1543.
Estava descoberta a Califórnia!. Tomou posse das novas terras, em nome do rei de Espanha.
Um destino amargo como a de Fernão de Magalhães, embora em circunstâncias diferentes.    


 Monumento a João Rodrigues Cabrilho em San Diego, Califórnia - USA,  que ali chegou a 28 de Setembro de 1542.
A estátua foi construída em 1935, em pedra de arenito, para Exposição Internacional Golden Bridge. Depois da exposição andou por armazéns em Oakland e San Diego, até que em 1949 foi colocada no monumento. Tendo sofrido alguns danos, a estátua original foi substituída por esta ,em calcário, em 1988
S. Diego – Califórnia, placa em bronze  monumento a Cabrilho.
O nome Califórnia é de origem portuguesa, e corresponde a uma praia em Sesimbra e uma ribeira em Palmela, antiquíssimas povoações da Ordem de Santiago de Espada de Portugal, à qual pertenciam no reinado de D. João II e D. Manuel I, à elite dos navegadores portugueses.

monumento dedicado a João Rodrigues Cabrilho, localizado na Ilha de S. Miguel, Los Angeles, Califórnia . Diego – Califórnia
Ainda ligado a Sesimbra, e também ao serviço de Espanha, destacou-se: 
baía de S. Diego, Califórnia
Sebastião Rodrigues Sermenho. Piloto-mor nos Mares da China e das Índias Ocidentais e Orientais. 
A 21 de Março de 1594 partiu de Acapulco com a incumbência de descobrir um posto adequado para o abastecimento dos navios provenientes de Manila, nas Filipinas. 
S. Diego - Califórnia.
monumento a Cabrilho e a baía de S. Diego.
Nesta expedição ancorou numa baía a que deu o nome de S. Francisco
Foi o primeiro navegador, depois de Cabrilho, a efectuar o primeiro roteiro preciso da costa Ocidental dos E.U.A. No seu testamento, feito na cidade do México (1602), deixou metade dos seus bens à Santa Casa da Misericórdia de Sesimbra.
Esta história não termina aqui. 
Durante 40 anos a Califórnia foi governada por um capitão português - Esteban Rodriguez Lorenzo (1665-1744), natural do Algarve - , que através de constantes expedições explorou este território e dirigiu entre 1701 e 1744, a instalação de missões dos jesuítas e assegurou a sua defesa. 
Sucedeu-lhe no cargo, entre 1744 e 1750, o seu filho Bernando Rodriguez Larrea.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

 Navio-escola Sagres de portas abertas para comemorar 75.º aniversário

O Navio escola Sagres vai estar aberto a visitas no cais do Jardim do Tabaco, em Lisboa, entre 31 de Outubro e 01 de Novembro, para assinalar o 75.º aniversário do seu lançamento à água, informou a Marinha.

Imagem: LUSA/André Kosters
O veleiro comemora os 75 anos do seu lançamento à água a 30 de Outubro, terça-feira, data também assinalada com a publicação do livro “Sagres – Construindo a Lenda”, da autoria do comandante Manuel Gonçalves. 
Três mastros tão imponentes e as suas velas ostentam a Cruz de Cristo. Além de se dedicar à formação prática de marinheiros e futuros oficiais, já representou a marinha portuguesa em vários países do mundo, funcionando como uma verdadeira embaixada itinerante do nosso País.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

" Nova Zelândia"


 
 
Mapa da Nova Zelândia

A versão corrente afirma que a Nova Zelândia terá sido descoberta pelo navegador português João Fernandes ao serviço dos reis de Espanha. 
Os historiadores locais tem vindo a sustentar outra versão, afirmando que a descoberta foi feita também por portugueses, mas em meados do século XVI. 
Afirmam que só em 1817, a Grã -Bretanha só se interessou pela Nova Zelândia. 
Nos mapas ingleses da época existe uma anotação datada de 1817, na qual se afirma que embora a Nova Zelândia tenha sido descoberta tenha sido atribuída a Abel Tasman em 1642, a sua costa já era conhecida dos portugueses desde 1550. 
No Museu de Wellington (Nova Zelândia) existe um sino de bronze, descoberto pelo Bispo William Colenso em 1836 que estava na posse dos Maoris (aborígenes locais) que declararam tê-lo há muitas gerações. 
No sino existe uma inscrição em Tamil (língua indiana, o idioma da Goa, possessão portuguesa).
Idênticos sinos foram descobertos em Java datados do início do século XVI. 
Recorde-se que os barcos portugueses da época levavam consigo goeses e outros indianos, os ‘Lascari’ como ajudantes da tripulação. 
Na Nova Zelândia tem sido encontrados restos de naus quinhentistas e utensílios característicos dos portugueses.
No século XVIII os portugueses estabelecem-se nesta ilhas formando uma pequena comunidade de baleeiros.




terça-feira, 11 de setembro de 2012

"pioneiros Portugueses e a Pedra de Dighton"


(em construção......
Nenhum outro monumento da América do Norte mereceu a atenção de tantos estudiosos como a Pedra de Dighton.
Estado de Rhode Islands USA, onde se encontra  a Pedra de Dighton, a Torre de Newport e o Forte de Ninigret.

Vários investigadores, intrigados com as suas inscrições, afirmaram "acreditar que elas nunca viessem a ser interpretadas".
Houve quatro períodos de estudo na Pedra de Dighton:
1. Período Puritano ( séc. XVII )
2. Período Fenício (séc. XVIII)
3. Período Viking (séc. XIX)
4. Período Português (séc. XX)
Em 1918 descobriu-se que o navegador português Miguel Corte Real e a sua tripulação gravaram as primeiras inscrições na pedra de Dighton(1502-1511). Assim, mais de um século antes dos primeiros Peregrinos ingleses desembarcarem (1620), Miguel Corte Real e os seus homens foram os primeiros europeus a colonizar o território que hoje constitui os Estados Unidos da América.

Pedra de Dighton com as inscrições decalcadas a giz
Bandeira nº 1 escudo em forma de U
Bandeira nº 2 - cruz da ordem de Cristo
Bandeira nº 3 - escudo em forma de V
Ao centro - o nome da capitão, Miguel Corte Real
 Data de 1511, com o algarismo 5 em forma de s
Os Americanos ainda não deram conta de que quase dois terços do mundo foram descobertos pelos navegadores portugueses. Sem conhecerem os limites dos oceanos, os marinheiros portugueses nunca perderam a coragem para enfrentarem os mares desconhecidos, quando qualquer tentativa para os descobrir significava, quase sempre, a morte.
Estátua de Gaspar Corte Real, próxima do Capitólio, em São João da Terra Nova. Oferta do governo português.
No início das descobertas, a população de Portugal era de um milhão e meio.
Cento e cinquenta anos depois - quando já eram conhecidos todos os recantos do mundo -  em vez de três milhões que seria de esperar, o número de habitantes era inferior a um milhão.
Na história das explorações humanas, a Pedra de Dighton pode considerara-se um marco fundamental na nossa determinação para fixar e explorar os mistérios das áreas inexploradas para além do espaço.
Os Pioneiros Portugueses na Califórnia
As duas costas dos Estados Unidos foram descobertas e colonizadas pelos portugueses. Toda a costa da Califórnia foi descoberta pelos navegadores portugueses e deles recebeu nomes.

João Rodrigues Cabrilho, em 28 de Setembro de 1542, desembarcou em San Diego e declarou, em português, que " tomava posse desta terra, destas águas e deste porto".
Cruz, em honra do navegador português João Rodrigues Cabrilho, na Ilha de San Miguel da costa da Califórnia
O coração da Califórnia, a Baía de São Francisco, recebeu o nome do português Sebastião Rodrigues Sermenho.
Setenta e oito anos da chegada dos Peregrinos (1620) à pedra de Plymouth - Massachusetts, os Peregrinos Portugueses já se encontravam na Califórnia.
Reconhecidos a esses navegadores portugueses, os habitantes do Golden State levantaram em San Diego o Cabrilho National Monumente em honra do descobridor da Califórnia.
Estátua de Cabrilho, como monumento nacional, em San Diego Califórnia. Oferta do governo português.
A costa Atlântica, desde o Labrador, passando pela Terra Nova, Cabo dos Bacalhaus - Cape Cod  - , em toda a sua extensão até à ponta da Flórida, foi descoberta pelos navegadores portugueses muitos anos antes dos navegadores das outras nações se aventurarem a explorá-la.
A península da Flórida surge nos mapas portugueses antes de Ponce de León ali arribar em 1513 em busca da Fonte da Juvência.
No século XV os portugueses já tinham avistado o Cabo Kennedy, local de todas as arrancadas para a Lua. 
De modo semelhante, durante o século dos Portugueses, Lisboa tornou-se o Cabo Kennedy das descobertas.
Os navegadores portugueses deixaram na Pedra de Dighton uma mensagem de descoberta e exploração para o povo americano.
Construíram uma charola com oito arcos ,  Torre de Newport, semelhante à charola também com oito arcos em Tomar, Portugal,  que servia como igreja e de torre vigia.
Torre Newport, Rhode Island, USA
Construíram um forte português Ninigret, Charlestown, Rhode Island, USA, em frente à pequena baía de Ninigret,
Vista do Forte de Ninigret, Charlestown, Rhode Island, USA
Em 1922 descobriu-se perto do Forte de Ninigret, um canhão de culatra aberta, uma espada e quatro esqueletos. Posteriormente, foi encontrado um pedaço de um prato feito de louça azul, com a letra "R", escrita em azul.

As viagens através dos mares marcam o início duma nova era na história da humanidade. Com as explorações do espaço exterior os americanos retomaram o ponto em que os portugueses deixaram as suas descobertas.
(extraído do livro " Os pioneiros portugueses e a Pedra de Dighton - Dr. Manuel Luciano da Silva)


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

"descoberto pelos Portugueses até prova em contrário"

( em actualização......)

Artigo da autoria do Dr. Manuel Luciano da Silva, foi editado em Setembro de 1974 no seu livro " Os pioneiros Portugueses e a Pedra de Dighton". Refere-se à "Era dos Descobrimentos Marítimos Portugueses":
Muitos historiadores têm por vezes empregado erradamente o verbo "descobrir", considerando a descoberta uma rua de sentido único, que não é: 
Descoberta: implica movimento nos dois sentidos.
Se o navio parte da Europa com o fim determinado de descobrir terras desconhecidas e nunca mais regressa, nada foi descoberto.
Na hipótese de alcançar as novas terras e a sua tripulação viver ali a salvo mas não ter possibilidades de regressar à Europa para dar parte do seu achado, na realidade não houve nenhum descobrimento.
Correntes marítimas do Atlântico
Tivemos sempre a possibilidade de observar a Lua e os outros planetas, até há pouco tempo, mas não havia meio de os descobrir por não possuirmos os meios de lá mandar um astronauta para os explorar e regressar à Terra para informar.
Por exemplo: há provas arqueológicas dos Fenícios, Romanos ou Vikings terem um dia vivido nas Américas. Não há contudo, provas do seu regresso.
Consequentemente, não podemos considerar que tenha havido descoberta.
Descobrir - isto é, partir e voltar para contar - representa uma força de civilização que pela primeira vez se empreendeu cientificamente com a Escola Náutica do Infante D. Henrique.
Ninguém deveria aventurar-se a falar de descobrimentos náuticos sem antes estudar a fundo as correntes marítimas e o registo dos ventos do Atlântico
Como se sabe, a Corrente das Canárias tem a sua origem no promontório de Sagres onde o Infante D. Henrique instalara a sua Escola, e segue ao longo da costa africana, continua ao Norte do Arquipélago de Cabo Verde, transforma-se na Corrente Equatorial do Norte ou dos Ventos Alíseos, atravessa o Atlântico paralelamente ao Equador e desaparece no Mar das Caraíbas.
O coração do Atlântico Norte tem nome português: Mar dos Sargaços
Depois, a Corrente do Golfo, semelhante a um rio enorme, corre para a Europa, e na altura dos Açores divide-se em Corrente do Atlântico Norte e Corrente das Canárias.
Durante milhares de anos não se alterou esta dança do Atlântico. Todas estas correntes estabeleceram limites à volta da vasta área de sargaço, um mar sem costas, que constitui o coração do Atlântico, ao qual os portugueses chamaram Mar do Sargaço, nome por que é internacionalmente conhecido.
A corrente do Golfo mandada traçar por Benjamim Franklin, em 1769 
Benjamim Franklin foi quem, pela primeira vez, depois dos Portugueses, reconheceu a importância das correntes atlânticas na navegação. Na qualidade de Correio-mor delegado das Colónias, Franklin interessou-se pelas correntes que poderiam contribuir para aumentar a velocidade dos veleiros do correio destinado à Europa.
Para este fim, mandou levantar a primeira carta da corrente do Golfo em 1769.
Todavia, foi o Príncipe Alberto do Mónaco (1885-1887) quem fez os primeiros estudos oceanográficos das correntes e dos ventos do Atlântico. Mandando lançar em diversos pontos do Atlântico Norte garrafas e barris de diferentes tamanhos, demonstrou que todos esses objectos davam a volta ao Mar do Sargaço e todos eles eram impelidos na direcção do Continente Americano pelos ventos alísios ou pela Corrente Equatorial do Norte.
Demonstrou também que nenhum desses objectos atravessou o Equador em direcção ao Atlântico Sul. As conclusões do Príncipe Alberto de Mónaco foram confirmadas pelo Instituto Oceanográfico de Words Hole, de Massachusett.
Corrente do Golfo sempre levou, do Novo Mundo, objectos estranhos até às costas dos Açores e de Portugal. Substâncias vegetais, troncos de pinheiro (não havia pinheiro nos Açores) e canoas serviam para mostrar aos navegadores a existência de terras desconhecidas lá para o Ocidente.

AS VOLTAS DA NAVEGAÇÃO

Um método fundamental para navegar à vela é fazê-lo dando uma volta ou um grande círculo.
Durante o primeiro período (1416-1434), os navegadores portugueses tinham receio de aventurar-se para o mar alto, até que em 1434 dobraram o Cabo Bojador na costa ocidental de África. Partir de Lisboa em direcção à costa africana era relativamente fácil porque seguiam a Corrente das Canárias e os ventos.
Para regressarem a Portugal, viam-se obrigados a dar uma volta a considerável distância da costa. Em cada viagem, navegavam cada vez mais para ocidente no Atlântico aproveitando os ventos dominantes nas Canárias, agora à sua direita (primeira parte da volta), indo depois apanhar a Corrente do Golfo em direcção a Portugal Continental (segunda metade da volta).
Com esta técnica os navegadores continuavam a executar uma série de voltas cada vez mais largas fixando as actuais rotas marítimas convencionais.

1 - Volta da Mina ( actual Gana )
2 - Volta dos Açores
3 - Volta do Mar do Sargaço
 
Em 1537, Pedro Nunes, navegador e matemático português, deu à publicidade os primeiros pormenores àcerca das voltas da navegação ou rotas em círculo amplo.
A descoberta do Mar do Sargaço e das ilhas mais ocidentais dos Açores fez-se no regresso de viagens à África.
Os navegadores portugueses em breve descobriram ser muito mais fácil navegar no alto mar do que ao longo das costas onde as correntes marítimas e os ventos não tinham regime fixo.
A Madeira, os Açores, as Canárias e Cabo Verde tornaram-se estações interplanetárias, pontos de partida para a descoberta dos continentes desconhecidos.
Os conhecimentos adquiridos pelos Portugueses durante as primeiras viagens através do Atlântico Norte deu-lhes a chave com que, de descoberta em descoberta, com método e perseverança, puderam também abrir as portas do Atlântico Sul.
Foi o mestre caraveleiro Bartolomeu Dias quem dobrou a Cabo da Boa Esperança em 1487 por ter verificado ser-lhe impossível navegar contra a Corrente da Guiné, em vez do que resolveu seguir a rota de Sudoeste (Corrente do Brasil, num grande arco, à procura de vento mais favorável.
A sua viagem veio a constituir no Atlântico Sul a imagem invertida da Rota do Sargaço no Atlântico Norte.
Navegar em arco já resolvera muitos problemas no Atlântico Norte no tempo do Infante D. Henrique. No regresso, Bartolomeu Dias seguiu a Corrente de Benguela, paralela à costa ocidental africana, seguindo em direcção ao Equador, continuando pela Rota Convencional Sargaço - Açores até Lisboa.
A sua grande façanha foi ter sido ele o primeiro a completar a gigantesca rota marítima em forma de oito abrangendo os dois   Atlânticos.
Ainda hoje, muitos estudiosos que nada sabem da ciência náutica, ficam espantados ao saber que Vasco da Gama, na sua primeira viagem à Índia, seguiu a corrente do Brasil, corrente que constituiu o arco de Sudoeste da rota marítima em forma de oito que levou ao Oceano Índico.

Os navegadores Corte Reais eram familiares com a técnica de navegar em arco muito antes de Bartolomeu Dias ou Vasco da Gama, desde 1472, quando João Corte Real voltou da descoberta da Terra Nova, pela qual ele recebeu, em prémio, o governo de metade da Ilha Terceira, empregando a família Corte Real todas as suas energias na busca da passagem de noroeste para a Índia.
Assim, a partir da Ilha Terceira, os navegadores portugueses chegaram à América do Norte fazendo um arco a Noroeste, que cortava a Corrente do Golfo. Na viagem de regresso entravam no corpo central da Corrente do Golfo que os levava directamente aos Açores.
Quanto mais se conhece as forças oceânicas - correntes marítimas e ventos - que um dia impeliram as caravelas através do Atlântico  - mais convencidos se fica de que a descoberta da rota marítima para a América - do Norte e do Sul - foi feita à força pelos navegadores portugueses e portanto a mais fácil de todas as descobertas.
Convém acentuar que, enquanto a Europa se encontrava "entretida" ou envolvida em guerras políticas e religiosas - Portugal, durante mais de 70 anos (1415-1492) fazia sozinho a descoberta do Atlântico. Quando as outras nações da Europa tomaram consciência da importância dos feitos dos Portugueses, tentaram entrar em competição na corrida dos descobrimento, mas nunca puderam ultrapassar a experiência nem apagar a vantagem que os marinheiros portugueses tinham adquirido durante os seus muitos anos de exploração marítima.
Quando os Portugueses dobraram o Cabo da Boa Esperança em 1487, tinham já obtido tal aperfeiçoamento na arte de navegar no mar alto, que nenhuma outra nação pode alcançar o seu alto nível de ciência de navegar.

 
Arco de navegação da Terra Nova das rotas dos Corte Reais
Não só Portugal tinha pilotos para as suas próprias necessidades como também para os ceder a outrem. Para poderem levar a cabo as suas empresas marítimas, outras nações viram-se obrigadas a recrutar pessoal entre os experimentados me0stres portugueses ( Estêvão Gomes, Fernão de Magalhães e João Cabrilho, por exemplo),
Basta dizer que cinco dos navios espanhóis da armada de Magalhães eram pilotados por navegadores portugueses.
A navegação contra o vento, ou em ziguezague, faz-se muito melhor com a vela latina
Quando se pensa que quase dois terços do Mundo foram descobertos pelos Portugueses, tem-se  o dever de começar o estudo de qualquer descoberta controversa com a seguinte advertência; " Foi descoberto pelos Portugueses até se provar o contrário ".


Fonte:

Lusitanian Express
Cabo das Tormentas 1488
luis.d.lopes

Desde o século XIV que os marinheiros portugueses navegavam ao longo da costa africana até ao arquipélago das Canárias, já então sobejamente conhecido. Quanto mais para Sul se navegava mais complicada era a viagem de regresso pois quer os ventos quer as correntes eram contra 
É fácil deduzir que o descobrimento da Madeira (1418) e dos Açores (1425) está directamente relacionado com o regresso das expedições portuguesas das viagens de exploração do Norte de África, nomeadamente as que se dirigiam às Canárias. Com o passar dos anos foi naturalmente aumentando o conhecimento sobre os ventos e as correntes e percebeu-se que o regresso a Portugal seria muito mais fácil através de uma volta de mar (que mais tarde iria dar origem à Volta da Mina) que levasse as embarcações para Oeste até à longitude dos Açores, navegando então para Norte até alcançar a latitude deste arquipélago e daí navegando para levante até se atingir a costa de Portugal.
Em 1434 Gil Eanes dobra o Cabo Bojador e as voltas de mar cada vez se fazem mais ao largo, conforme mais se navegava para Sul, chegando esta volta eventualmente a atingir os 40º Oeste de longitude.
É interessante notar que em 1452 as ilhas das Flores e do Corvo são descobertas, o que nos permite concluir que por essa altura os processos de navegação associados à volta pelo largo já estavam sobejamente amadurecidos. Convém também referir que o povoamento dos Açores (Santa Maria) só se iniciou em 1439 apesar de ter sido descoberto doze anos antes, mostrando claramente a dificuldade em navegar de forma rotineira para este arquipélago. A solução passava seguramente por viagens iniciadas com rotas para o Sul, eventualmente até com escala na Madeira
Tendo em consideração a passagem do Cabo Bojador em 1434 e o início do povoamento dos Açores em 1439, podemos então com muito segurança estabelecer que a meio do século XV as viagens pelo largo, de regresso a Portugal, já eram uma prática normal na época.
O esforço inicial português na exploração da costa africana teve participação apreciável dos genoveses, especialmente no que respeita às expedições às Canárias.

As agulhas de marear utilizadas nas nossas embarcações seriam seguramente genovesas, com ferros ferrados fora da flor-de-lis por um ângulo provavelmente igual a meia quarta visto a declinação em Génova ser cerca de seis graus Leste.

Na viagem de regresso a Portugal, a volta pelo largo que os portugueses introduziram, nomeadamente quando se atingia o limite em termos de longitude, as proas dos navios várias vezes seriam na direcção de Norte. Nas singraduras em que as proas fossem exactamente Norte (360º), um piloto mais atento, através de simples observação visual, teria notado que o Norte da agulha (ou a flor-de-lis) não coincidia com a estrela Polar (mesmo não tendo em conta o seu regimento). De facto, nas proas para Norte, a declinação magnética seria nula ou mesmo de Oeste pelo que a diferença entre a proa (360º) e o Norte geográfico poderia ser quase igual a uma quarta.
Vejamos um quadro muito resumido, de comparações de rumos de agulha com rumos verdadeiros, de uma hipotética viagem da Lisboa às Canárias com regresso a Lisboa por volta pelo largo, utilizando uma agulha genovesa com um factor de correcção igual a 6º.
A flor-de-lis e os ferros fariam um ângulo entre si igual a seis graus, que é o valor estimado da declinação em Génova para a época (séc. XV), 
 Agulha Genovesa com compensação para seis graus leste (séc. XV)
Em Lisboa, após instalada a agulha a bordo, utilizando a mesma como referência, podia ser observado o seguinte: 

Agulha Genovesa com compensação para seis graus leste (séc. XV), em Lisboa
Tendo como referência a flor-de-lis poderíamos observar que a Polar (norte geográfico) culminava ligeiramente à direita, e a ponta norte da agulha apontava ainda mais para a direita (devido ao factor de correcção incorporado em Génova, seis graus).
Agulha Genovesa com compensação para seis graus leste (séc. XV), em Lisboa
Nas proas a norte, quando a declinação era nula ou mesmo de Oeste (dependia da longitude atingida na volta pelo largo), o rumo verdadeiro afastava-se da agulha cerca de 8 graus, cerca de ¾ de quarta. Estando a Polar a uma altura situada no intervalo [20º, 40º], de acordo com a latitude, seria muito fácil observar visualmente que a Polar se encontrava por estibordo quase uma quarta. 
(ângulos exagerados para facilidade de leitura)

 Agulha Genovesa com compensação para seis graus leste (séc. XV), a 40º Oeste de Longitude, latitude dos Açores, navegando para Norte, declinação 2º Oeste
Mesmo considerando que fosse ignorado pelos pilotos que a Polar não estava exactamente situada no norte geográfico, o ângulo de afastamento da Polar (do Norte Geográfico) face à proa navegada seria sempre possível de ser observado. É evidente que este processo de avaliação visual seria mais correcto, quanto às conclusões alcançadas, se fosse conhecido o momento da passagem meridiana da Polar, isto porque em termos práticos a Polar descrevia um círculo no céu, em torno do Norte Geográfico, com um raio aproximadamente igual a 3.5 graus. Como já foi dito, esse facto só foi considerado nos cálculos náuticos com o aparecimento dos regimentos da Polar. São conhecidos diversos Regimentos do século XVI, mas não se conhece qualquer referência ao assunto em textos anteriores ao mesmo século. Apesar deste facto, podemos afirmar que a utilização de regimentos da Polar é seguramente muito anterior ao século XVI.
Claro que através da passagem meridiana do Sol seria também possível obter uma ideia muito concreta sobre a variação da agulha mas a utilização do Sol na navegação astronómica só deverá ter começado no último quartel do século XV, portanto uns trinta ou quarenta anos depois do início da utilização das voltas pelo largo. A vantagem de observar a Polar quando a embarcação navegava para norte (ou para sul) residia no facto de ser um processo muito simples, expedito, visual, sem recurso a cálculos ou conhecimento mais apurado.
A constatação que a Polar não estava alinhada com a proa (direcção) da embarcação quando esta supostamente navegava para norte, numa primeira instância teria sido efectuada de forma inadvertida, mas certamente que se terá transformado num processo corrente através de sucessivas e continuadas observações. Mais tarde, com a introdução dos regimentos da Polar, os pilotos passariam a ter um processo mais rigoroso que lhes iria permitir, através de continuadas observações da Polar, concluir pela existência de um afastamento angular entre as agulhas e o Norte geográfico, variável de acordo com o local de observação.

Parece-nos correcto afirmar que seguramente vários pilotos terão observado este fenómeno, que era mais evidente quanto mais para oeste fosse efectuada a volta pelo largo.


Em conclusão, diremos que o fenómeno da existência da declinação magnética poderá ter sido observado pelos pilotos portugueses de forma evidente e consistente a partir de 1440 com a introdução da volta pelo largo, isto cerca de 50 anos antes de Colon [Colombo], a quem usualmente é atribuído o primeiro testemunho sobre o fenómeno (o noroestear e nordestear das agulhas).

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

" Colombo nasceu em Cuba, Portugal" - “Cristóvão Colon (Colombo) era Português, análise do livro”



“COLOMBO NASCEU EM CUBA, PORTUGAL!”

Cuba  é uma povoação, em Portugal,  que já existia antes de Cristo nascer, há dois mil  anos. Está localizada na parte central do  Alentejo. Este artigo foi preparado pela Comissão  de Defesa de Cuba. Foi extraído da página que esta  organização  tem na Internet  Aqui está o artigo, com a devida vénia
Cristóvão Colom  Fernandus, ensifer copiae Pacis Juliae,
illaqueatus cum Isabella Sciarra Camarae,  mea soboles Cubae sunt.

QUEM DESCOBRIU AS AMÉRICAS ?

Os acontecimentos históricos, tal como chegam ao nosso conhecimento, são o resultado das teses apresentadas pelos historiadores após pesquisas aturadas e investigação sobre vestígios ou documentos antigos a que possam ter acesso.
Muitas vezes, é bastante escassa a documentação original sobre determinado época, tema ou personagem e algumas outras vezes os historiadores, inconsciente ou conscientemente deturpam ou adaptam os factos que investigam, de acordo com os seus preconceitos ou interesses.
Sobre o navegador e descobridor das Américas, perante a escassez de documentação original e fidedigna suficiente para determinar inequivocamente a sua nacionalidade, desenvolveram-se teorias diversas, tendo-se firmado a aceitação quase geral de que o descobridor das Américas, ao serviço dos Reis de Espanha foi um italiano – o genovês Cristóforo Colombo.
As investigações e publicações de alguns historiadores portugueses, onde se destacam os contemporâneos Prof. Mascarenhas Barreto (“Colombo” Português – Provas Documentais, 2 volumes, ed. Nova Arrancada) e Prof. Manuel Luciano da Silva (Histórias da história, a odisseia dos judeus portugueses), vieram desmistificar a tese do Colombo genovês e contribuem para se poder afirmar, peremptoriamente, quem foi o verdadeiro descobridor das Américas.

NASCIDO NA CUBA

O navegador Cristóvão “Colombo” será português, alentejano, nascido na Cuba? A tese, algo surpreendente para quem se habituou à versão oficial, tem alguns defensores, entre os quais se destaca o investigador Mascarenhas Barreto. A polémica promete alastrar, já que oficialmente aquele descobridor nasceu em Génova, Itália, de origem humilde. Estranho é que um homem do povo possa ter embarcado numa cruzada de magnitude inquestionável e que tivesse sido recebido pelos Reis Católicos de Espanha e pelo nosso Rei D. João II, como poucos nobres o eram. Mistérios que começam no próprio nome do descobridor das Américas: Cristóforo Colombo, Cristobal Colón ou Cristóvão Colom? A tese de Mascarenhas Barreto é o resultado de 15 anos de uma verdadeira epopeia em busca do verdadeiro “Colombo” – que nem italiano sabia falar ou escrever...
O navegador, para ocultar a sua verdadeira origem, pelos motivos que adiante se compreenderão, utilizava nos seus documentos uma sigla cabalística cuja decifração em latim é:
“Fernandus, ensifer copiae Pacis Juliae, illaqueatus cum Isabella Sciarra Camarae, mea soboles Cubae sunt”
 que significa: “Fernando, que detém a espada do poder em Pax Julia, ligado com Isabel Sciarra da Câmara, são a minha geração de Cuba”, ou seja
“Fernando, duque de Beja e Isabel Sciarra da Câmara são os meus pais de Cuba”

CRISTÓVÃO COLOM, ORIUNDO DA NOBREZA
 
A sigla cabalística fala das origens reais de Colom, cujo verdadeiro nome era Salvador Fernandes Zarco, e designa Cuba como sua terra natal, sendo de sublinhar que na altura do seu nascimento, não existia, nem em Itália nem em Espanha, nenhum outro lugar com esta denominação.
Mascarenhas Barreto refere que basta ler, com cuidado, os documentos verdadeiros escritos por Colom para vermos que a história não pode ser como a conhecemos, já que ele nos dá as pistas todas para percebermos que as suas origens eram portuguesas.
Uma das confusões instaladas nos livros de História prende-se com o falso nome do navegador que, no entender de Mascarenhas Barreto jamais se poderia chamar Colombo, mas sim Colom, pseudónimo utilizado pelo navegador, que por vezes também aparece referido como Guiarra ou Guerra. A palavra Colon resultou de uma castelhanização do apelido Colom, e após a morte do navegador o segundo “o” foi acentuado, dando “Colón” que persistiu até aos nossos dias, estando oculta a artificialidade daquele nome que foi “fabricado”.
Olhando os antepassados de Salvador Fernandes Zarco também encontramos algumas pistas para o pseudónimo de Cristóvão Colom: sua avó materna era Constança Roiz de Sá (Almeida), filha de Rodrigo Anes de Sá e Cecília Colonna, a qual era filha de Giacomo Sciarra. Certamente o apelido Colom, por vezes referido como Guiarra, não foi inventado ao acaso.
Mascarenhas Barreto atribui ao Infante D. Fernando, duque de Beja, segundo duque de Viseu e mestre da ordem de Cristo, irmão do Rei D. Afonso V e filho do rei D. Duarte, a paternidade de Colom. Provavelmente antes do seu casamento já agendado com D. Beatriz, D. Fernando teve uma ligação com Isabel Sciarra da Câmara, filha do navegador João Gonçalves Zarco – descobridor do arquipélago da Madeira. Fruto desta relação não oficial, o filho de ambos nasceu em Cuba, para onde Isabel da Câmara se tinha afastado de forma a ficar longe de murmúrios indesejáveis. O seu nome de baptismo foi Salvador Fernandes Zarco, explicitando claramente os seus ascendentes: Zarco por parte da família da mãe, como último apelido tal como se usava então e Fernandes a designar “filho de Fernando” como era habitual.
Aos seis anos o jovem Salvador viajou com a mãe para o arquipélago da Madeira, a quem fora, convenientemente,  arranjado casamento.
Crescendo numa família de navegadores não é estranho que Salvador se tivesse interessado pelas coisas do mar e revelado natural conhecimento, tendo iniciado, aos 14 anos, a vida marítima nas caravelas portuguesas em viagens para a costa de África.
Este facto junta-se a tantos outros que justificam a origem portuguesa do navegador, pois por decreto real, os estrangeiros estavam proibidos de navegar nas caravelas e naus
portuguesas dos descobrimentos.

CÓPIAS E FALSIFICAÇÕES

Como data para o nascimento do navegador, Mascarenhas Barreto aponta o ano de 1448 e não 1451 como falsamente documentado pelos italianos para o seu Colombo, sendo essa data sustentada por escritos do próprio Colom, constantes do seu Diário de bordo, com data de 21 de Dezembro de 1492: “tenho andado 23 anos no mar sem sair tempo que tenha de contar”. Sabendo que começou a navegar aos 14 anos e que esteve 7 anos em Castela até conseguir uma resposta positiva dos Reis Católicos, tal perfaz 44 anos à data do escrito (1492).
Outro facto intrigante prende-se com as origens humildes do Colombo italiano pois nem um genovês consegue convencer que alguém nasce duas vezes, pelo que se conclui irrefutavelmente que o cardador de lãs, tecelão ou taberneiro de Génova (tal como apresentado pelos italianos) jamais poderia encontrar-se na pele de explorador dos mares.
Alega Mascarenhas Barreto que toda a documentação apresentada pelos supostos historiadores italianos, e não só, padece de uma enfermidade de origem, já que, não raras vezes, eram verificadas alterações ou deturpações nas sucessivas edições copiadas desses documentos, que pareciam tentar ampliar cada vez mais a justificação do Colombo italiano. Os italianos conseguiram o prodígio de arranjar documentos para Cristóforo Colombo, para o seu pai e sua mãe, mas esta família parece que está completamente isolada e suspensa na geneologia: não há ascendentes, nem descendentes, nem parentes. Absolutamente nada.
Naquele tempo nem a nobreza tinha atestados de nascimento, e mesmo dos próprios reis, só sabemos quando nasceram porque se registava a data da sua morte e a idade que tinham. Como é então possível que um simples cardador de lãs tivesse registos civis, e que, pior do que isso, estes só tenham “aparecido” em meados do século XIX ?
E, mais grave ainda, apareceram documentos contraditórios entre si e outros com factos impossíveis.
Além dessas incoerências existe um outro aspecto inconcebível, que é o facto de os italianos não apresentarem quaisquer documentos originais, mas apenas cópias para confirmação de factos históricos credíveis. Tal só se justifica porque nunca existiram documentos originais que demonstrem a nacionalidade italiana do navegador.

ESPIÃO AO SERVIÇO DO REI PORTUGUÊS
 
Mascarenhas Barreto defende que, apesar do aparente servilismo aos Reis Católicos com o fito de encontrar uma nova rota para chegar à Índia navegando para Ocidente em volta da Terra, Colom estaria verdadeiramente ao serviço de D. João II, Rei de Portugal desde 1481, e primo do navegador. (D. João II era filho do Rei D. Afonso V, de quem D. Fernando, duque de Beja, era irmão)
O Rei português pretendia forçar a alteração do tratado de Toledo (1480) com os espanhóis, que concedia a Espanha o domínio sobre as terras e águas atlânticas para além de 100 léguas de Cabo Verde acima de um paralelo localizado a sul das Canárias  e a Portugal o domínio abaixo desse paralelo.
Para conseguir concretizar os seus intentos, D. João II, enviou a Espanha o navegador Salvador Fernandes Zarco, que se apresentou sob o pseudónimo de Cristóvão Colom, com a missão de convencer os Reis Católicos a financiar e investir na procura da rota das Índias pelo Ocidente, devendo manter sempre oculta a sua origem.
Os Reis Católicos sabiam certamente que era português, mas julgaram tratar-se de um navegador a quem D. João II tinha recusado financiar essa mesma expedição, e que, como tal, se virava para Espanha.
Só após 7 anos de infrutíferas tentativas Colom conseguiu convencer os Reis, apesar dos seus vastos conhecimentos e experiência de navegação atlântica.
Como poderia um cardador de lãs genovês, sem qualquer experiência de navegação, ter sido recebido e convencido os Reis de Espanha a financiar tal aventura?
Como se explica, com as limitações impostas pelo tratado de Toledo vigente, que Colom navegasse até às Canárias e depois virasse para sul, sabendo que tudo o que descobrisse não seria para Espanha mas sim para Portugal?
O objectivo de D. João II era que Colom, ao serviço dos Reis de Espanha, descobrisse terras na zona atribuída a Portugal, para justificar um protesto legítimo e fazer alterar o Tratado por um mais favorável.
No regresso da sua viagem, Colom não se dirigiu directamente a Espanha, mas “inventou” uma tempestade que o obrigou a permanecer em solo português durante vários dias , tendo aproveitado para visitar a família na Madeira e ter falado com D. João II, dando-lhe conta das suas descobertas. Só depois foi para Espanha ter com os Reis que lhe financiaram a viagem.

BULAS E TRATADOS

Usufruindo da grande vantagem do Papa Alexandre VI ser ítalo-castelhano, os Reis Católicos conseguiram obter uma série de Bulas que lhes asseguravam o direito de propriedade sobre as terras recém descobertas e numa delas atribuía a Espanha o domínio exclusivo de todas as ilhas e terras firmes, já descobertas ou que viessem a sê-lo, situadas a ocidente de uma linha imaginária traçada de pólo a pólo que passasse 100 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde e dos Açores.
Naturalmente que os portugueses, não satisfeitos com a decisão, já que sabiam da existência de terras para lá dos limites que lhes eram atribuídos, assumiram uma atitude belicista, colocando a península Ibérica na eminência de um conflito armado.
Em Junho de 1494 foi assinado o tratado de Tordesilhas, definindo-se uma linha meridiana, de pólo a pólo, 370 léguas a ocidente de Cabo Verde e estabelecendo-se que as terras que ficassem a oeste do referido meridiano pertenceriam à coroa espanhola e as que ficassem a leste pertenceriam à coroa portuguesa. Dessa forma evitou-se o conflito, deixando os espanhóis acreditar que tinham deixado a Portugal somente a posse de 270 léguas a mais no Oceano e a Espanha garantia a posse das ilhas antilhanas descobertas por Colom.
Na realidade, este novo Tratado imposto por Portugal contra Espanha foi previamente aceite pelo Papa sem perceber a insistência portuguesa, mas os portugueses já tinham descoberto o Brasil e a Terra Nova, só que não tinham divulgado essas descobertas por ficarem na zona que estava então atribuída a Espanha.
Cristóvão Colom conseguiu dessa forma assegurar para Portugal tanto o controlo do Atlântico Sul como a parte de terra firme que fica a leste da linha imaginária – o Brasil.
Significativamente, na sua primeira Bula “Inter caetera” de 3 de Maio de 1493, o Papa, legitimando o acordo para o tratado de Tordesilhas e mencionando o navegador, aceitou a ortografia de CHRISTOFOM COLON.


CUBA , DESCOBERTA POR COLOM

Muitos foram os lugares descobertos por Colom ao serviço dos Reis de Espanha que lhe concederam o título de Almirante: a primeira ilha que descobriu foi Guananahi, a que deu o nome de S. Salvador (no actual arquipélago das Bahamas). Ora, apesar de usar o pseudónimo de Cristóvão, e de assinar XpoFERENS (aquele que leva Cristo) na sigla cabalística, o verdadeiro nome do navegador era Salvador.
À segunda ilha deu o nome de Santa Maria da Conceição, procurando a origem de Santa Maria da Conceição, que Frei Fernando Colom, filho do navegador, indica estar relacionada com a devoção do Almirante, verificou-se que nem em Córdova, nem em Sevilha por onde Colom andou em Espanha, nem em Génova existia qualquer igreja devotada a Nª Sra. da Conceição, mas sim em Beja, o convento mandado edificar pelo Infante D. Fernando (pai de Colom) em 1467.
À terceira ilha deu o nome de Fernandina, tendo Frei Fernando Colom referido que o foi em honra de D. Fernando, o Rei Católico de Espanha. Mas o topónimo Fernandina não deriva de Fernando, e sim de Fernandes (filho de Fernando) e Colom tinha Fernandes no seu nome verdadeiro, Salvador Fernandes Zarco.
À quarta ilha chamou Isabela, que poderia ser em homenagem à Rainha Isabel a Católica mas também em homenagem a sua mãe, Isabel da Câmara. Mas se fosse em homenagem à Rainha Católica, que mais apoiou Colom enquanto o Rei não o aceitava, ter-lhe-ia dado primazia e atribuído o nome à terceira ilha.
E à quinta ilha o nome de Juana, admite-se que em honra do Rei D. João II, mas depois, para manter o sigilo da sua missão,  trocou-o por Cuba, nome da sua terra natal no Alentejo.
Os nomes que Colom foi atribuindo aos lugares das Antilhas (Caraíbas) que descobriu correspondem, na sua maioria, a topónimos portugueses, quase sempre do Alentejo, nomeadamente S. Bartolomeu, S. Vicente, S .Luís, Sta. Luzia, Guadiana, Porto Santo, Mourão, Isabel, Sta. Clara, S.Nicolau, Vera Cruz, Espírito Santo, Guadalupe, Conceição, Cabo de S. João, Cabo Roxo, S. Miguel, Sto. António, Sto .Domingo, Sta. Catarina, S. Jorge, Trindade, Ponta Galera, S. Bernardo, Margarida, Ponta de Faro, Boca de Touro, Cabo Isabel, ilha dos Guinchos, Salvador, Santarém, Cuba, Curaçao e Belém, entre outras.
Sendo certo que alguns destes nomes são comuns em português e castelhano, outros só existiam na língua portuguesa, como Brasil, Santarém, Curaçao, Faro, Belém, Touro, e Ponta
Ora, se o navegador Cristóvão Colom tivesse nascido em Génova, porque motivo nunca atribuiu a nenhuma das suas descobertas um nome em honra das cidades famosas de Itália.
Cuba, em português antigo “coba” significava “torre” e não tinha qualquer significado noutro país.
Cristóvão Colom deu, à maior ilha que encontrou o nome de Cuba, sua terra natal, tendo explorado toda a ilha excepto o limite Oeste pois temia que tivesse ligação com o Oceano Pacífico e que a partir daí fosse possível alcançar a Índia, que ele não desejava entregar aos espanhóis.

UM EMBUSTE CHAMADO COLOMBO

Como justificação para o embuste chamado Colombo, Mascarenhas Barreto tem uma explicação que assenta fundamentalmente na necessidade sentida pelos italianos, após a reunificação das várias repúblicas em meados do séc. XIX, de encontrarem um símbolo nacional.
Cristóforo Colombo vestia bem a pele de herói, já que de simples cardador de lãs se teria tornado no “descobridor da América” (com a ajuda da Banca italiana).
Os italianos precisavam de um ídolo que os revalorizasse perante o resto da Europa após séculos de constantes derrotas militares, cedências políticas e dependências de coroas estrangeiras

DESFAZER AS DÚVIDAS

A teoria do Colombo genovês conseguiu implantar-se nos livros de história, mas cada vez mais se levantam as dúvidas, e é bem possível que o que é tomado como verdade hoje, já não seja a verdade de amanhã quando se publicarem os estudos do ADN às ossadas que estão na catedral de Sevilha, atribuídas ao navegador (ou em Santo Domingo ou em Havana, pois nem isso é certeza) e se comparem com as de seus descendentes conhecidos, para confirmar se são ou não de Cristóvão Colom, e que depois disso se vá mais além, fazendo a exumação das ossadas de D. Fernando, Duque de Beja para verificar se este era ou não o pai de Colom.
Pelo monograma que incluiu em alguns dos seus escritos, acima das suas siglas, e que foi decifrado como correspondendo às iniciais S F Z, e por aquilo que o navegador, de verdadeiro nome Salvador Fernandes Zarco escreveu, não há dúvidas:
“Fernandus, ensifer copiae Pacis Juliae, illaqueatus cum Isabella Sciarra Camarae, mea soboles Cubae sunt”
ou seja
“Fernando, duque de Beja e Isabel Sciarra da Câmara são os meus pais de Cuba”


Análise do livro “Cristóvão Colon (Colombo) era Português”, de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva, pela Historiadora Lilian Gafni, da Califórnia, Estados Unidos

Surpreendente e fascinante descoberta neste livro científico “Cristóvão Colon (Colombo) era Português”!

O VERDADEIRO CRISTÓVÃO COLON!

Diz-se que assentamos nos ombros de gigantes quando se trata de novas descobertas e trabalhos científicos no mundo. No livro “Cristóvão Colon (Colombo) era Português”, de Manuel Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva, pode ler-se e ver-se o quanto os dados recolhidos durante mais de 40 anos são irrefutáveis.

Toda a evidência histórica coligida pelos autores ao longo desse período aponta para o facto de que Colombo não é originário de Génova, como se tem acreditado até hoje, mas sim de Portugal, que foi autor da maior parte das descobertas de novas terras nos séculos XIV e XV.

Para começar, o navegador nunca assinou o seu nome como “Colombo”, mas sim como “Cristofõm (Cristóvão) Colon”. Duas Bulas Papais do Papa Alexandre VI (1492-1503), em Roma, mostram claramente o nome “Cristofõm Colon”.

Foi uma antiga tradução a partir de latim, que substitui “Colon” por “Colombo”, que deu origem a toda a confusão. Além do mais, Colombo (Colon) usou uma bênção críptica, o seu monograma, uma cifra das suas iniciais, e a sua própria Sigla, a sua “marca registada”, em toda a correspondência que trocou com o filho Diogo, para encobrir a sua verdadeira identidade. 

Também, todas as ilhas descobertas por si e para Espanha foram baptizadas com nomes portugueses.

A rigorosa investigação levada a cabo por Luciano da Silva e Sílvia Jorge da Silva, verificando com rigor todos os factos, em Roma, Portugal e noutros países, e a comunicação que manteve com diversas pessoas ao longo desses anos, prova não só que o navegador era português, mas que Portugal descobriu a maior parte das ilhas e terras durante a era dos descobrimentos, incluindo o continente americano pelo português Miguel Corte Real em 1502, com as famosas inscrições na Pedra de Dighton em 1511, no estado de Massachusetts.

Resta agora que todos os historiadores, epigrafistas e arqueólogos reconheçam a evidência e os factos contidos no livro “Cristóvão Colon (Colombo) era Português”  a incluam nas suas publicações científicas, como uma “Bula” de que Cristóvão Colon era Português!

(Tradução para português por Pedro Laranjeira, aprovada pela autora em 5 de Novembro de 2011, às 02:11)