quarta-feira, 13 de julho de 2011

"erosão no rio Zaire engole duzentos metros de terra


As populações residentes na comunidade do Bocolo, na ilha da Ponta do Padrão, estão preocupadas devido a erosão de 200 metros de terra, provocado pela dragagem das águas levadas acabo na baia de Diogo Cão, constatou a RNA.

O Secretário da comunidade do Bocolo, Filipe Muadi, disse que a situação é preocupante, e certas águas do rio Zaire, já engoliram para além de uma porção de terra calculada em 200 metros, 40 casas desabaram e algumas culturas dos populares.

Filipe Muadi apelou às autoridades na tomada de medidas urgentes, para se evitar o pior.“Nós aqui já estamos a sofrer de uma erosão, antigamente esta erosão havia, mas não desta forma, porque desde que às águas entraram no canal de Diogo Cão, com a profundidade que cada vez mais aumenta, o que está a preocupar os pescadores.

E isto tem que ser resolvido o mais rápido possível, senão aquilo vai desaparecer, porque ali é onde começou a história de Angola, depois da erosão da terra, nós já perdemos cerca de 200 metros de terra, cajueiros, mangueiras, palmeiras, mandioqueiras, e uma media de 30 ou 40 casas já foram”, esclareceu.

Dragas no estuário rio Zaire
Filipe Muadi, disse ainda, que há mais velhos que já mudaram de casa por três vezes, e com a água não se brinca, antes na área da baia não fazia calemas, mas agora já se vê calemas grandes que estão a evadir a terra e a erosão está a aumentar cada vez mais.“
notar a erosão da península extrema margem esquerda rio Zaire,  Ponta do Padrão 
As dragas não deviam encostar muito, as dragas deviam encostar mais para o lado da cidade, mas o que acontece é que à noite fazem dragagem à beira da comunidade, o Bocolo e a Ponta do Padrão são às paredes de asseguramento do município do Soyo”, concluiu.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Jinga - a rainha africana

Fonte:
" JINGA - A RAINHA AFRICANA "

NO  DIA  DEDICADO À  MULHER  ANGOLANA
Tendo sido declarada, há alguns dias, pelo Governo angolano, como símbolo histórico de Angola, impõe-se que conheçamos melhor a "Rainha Jinga". Com esse fim, o site acima referido publicou, com agradecimentos, um excelente trabalho que a amiga escritora Maria Luísa Paiva Boléo teve a amabilidade de enviar e que, devido à sua extensão, foi publicado naquele "site"  em quatro partes.

JINGA - A RAINHA AFRICANA

Texto de Maria Luísa V. de Paiva Boléo           

No tempo em que Cristina da Suécia foi formalmente reconhecida como rei do seu país, outra mulher em Angola quis também ser «rei.» Isto no princípio do século XVII. Os portugueses tiveram de esperar cerca de trinta anos para assinar um tratado de paz com esta poderosa mulher que na História de Portugal ficou conhecida por Ana de Sousa e Angola recorda como a Rainha Jinga.
Os primeiros contactos dos portugueses com o Ngola Quiloanji  (ou Angola Aquiloangi), senhor do Dongo ou Angola, foram amistosos. Este rei não inviabilizou o comércio de escravos, que foi a grande receita dos portugueses durante largos anos, mas, em contrapartida, exigiu que os portugueses não fizessem como no vizinho reino do Congo, onde impuseram baptismos em massa. Astuto, Quiluanji aproveitou este mercado de escravos que eram levados para longes paragens para, de início, se ver livre de prisioneiros de guerra e outros elementos perigosos que albergava ao seu reino.
Mas a paz com os portugueses era demasiado precária e o soba, de feitio despótico e humor variável, acabou por entrar em conflito aberto com os portugueses em 1581 ano do nascimento da sua filha Jinga. Muito provavelmente por não ter chegado a acordo, em termos de contrapartidas e quanto ao número de homens que permitia que fossem levados do seu reino para serem vendidos como escravos. Aponta-se, como outro motivo dessas guerras, a construção, nas terras de Quiluanji, do presídio de Ambaca, em 1614.
Referir que, desde 1581, em Portugal existia a União Ibérica - governo dos reis espanhóis.
Por volta de 1617, morreu, ou foi morto, Quiluanji, que deixou três filhas e um filho adulto. Ngola Mbandi, e outro ainda criança, que, devido ao seu nascimento era o legitimo herdeiro do trono, por ser filho da mulher principal, considerada a legitima, enquanto o filho adulto provinha de uma ligação com uma concubina real (mocama), criada ou escrava. Como se vê mesmo em reinos africanos há estritas hierarquias. 
Porém, o filho mais velho, ávido de poder mata o irmão e o sobrinho mais velho, filho da irmã Jinga, afastando assim qualquer hipótese de presumíveis adversários, e assume-se como sucessor. Jinga e as irmãs, Funji (ou Kifuní e Mucambo (ou Cambo), eram também filhas legitimas à luz dos costumes daquele reino.
Quando o governador Luís Mendes de Vasconcelos chegara a Luanda, em Agosto de 1616, havia paz entre os portugueses e o usurpador. Mas, em 1620, voltaram os conflitos. O governador invadiu as terras de Ngola (chefe) Mbandi inflige-lhe duras perdas e além de raptar a mulher principal, aprisiona muitos outros membros da sua família. 
Em Dezembro de 1621, o novo governador João Correia de Sousa chega a Luanda e adopta uma atitude mais diplomática, enviando ao rei, Ngola Mbandi, uma pequena embaixada encabeçada pelo padre Dionísio Faria Barreto que dominava bem a língua nativa e lhe propôs a paz e a conversão ao catolicismo. 
O rei aceitou a paz mas impôs que os portugueses abandonassem o presídio de Ambaca e se comprometessem a apoiá-lo nas lutas contra o Jaga Cassanji, inimigo comum. Por último, pediu que os portugueses lhe restituíssem os prisioneiros feitos pelo anterior governador. Chegou-se a um acordo.
Entretanto, Jinga afastara-se já deste irmão que passou odiar desde que este lhe matara o filho e ela muda-se da capital do Dongo com o marido e as irmãs. Vai então viver para a região montanhosa da Matamba que mais tarde lhe irá servir de fortaleza natural contra os ataques dos portugueses.
É no período do governo de João Correia de Sousa que se vai dar o célebre encontro com Jinga que vai a Luanda negociar a paz. Há discrepâncias quanto à data deste encontro, mas o facto em si é que é relevante.
UMA FABULOSA EMBAIXADA

Jinga prepara um séquito numeroso e com todos os atributos da sua condição de princesa faz-se anunciar em Luanda. Os portugueses vão recebê-la como uma verdadeira rainha, com tropas perfiladas e descargas de mosquetes, sendo-lhe dada hospedagem e casa condigna.
No dia marcado para a audiência, Jinga, acompanhada do seu séquito, dirige-se à casa do governador. 
Entrou para a sala onde este ainda se não encontrava e, num relance percebe que na sala só havia uma cadeira e duas almofadas de veludo franjadas a ouro sobre um tapete.
De imediato, a perspicaz Jinga percebe que pode ficar em desvantagem. Ficar de pé perante um homem sentado. Ordena a uma das suas escravas que se dobre e lhe sirva de assento e é assim sentada que vai encarar o governador — de igual para igual. 
Escusado será dizer que esta atitude de Jinga deixou estupefactos todos os presentes, muito particularmente o governador que percebeu imediatamente que a mulher que estava na sua presença ora especial e que deveria usar com ela de toda a diplomacia e cortesia.
 recepção do governador João Correia de Sousa à Rainha Jinga no palácio do governador de Luanda

Até porque muita coisa estava em jogo e um gesto em falso podia representar o recrudescer da guerra.
As negociações ocorrem com sucesso, começando a princesa Jinga por apresentar as desculpas em nome do irmão. 
A sua maneira de falar e a sua postura vão deixar a assistência perfeitamente espantada. 
Não podemos esquecer que até ao século XIX houve antropólogos que defenderam que a raça branca era superior à negra.
Imaginemos o que não seria no século XVII uma africana saber exprimir-se bem e adoptar uma atitude de superioridade para com os conquistadores. 
No final, João Correia de Sousa argumentou que, para que o acordo ficasse bem cimentado, deveria o irmão de Jinga pagar aos portugueses um tributo anual. Porém, ela contrapôs que tributo só pagavam os povos subjugados, o que não era o caso. 
Uma última exigência por parte dos angolanos era a devolução dos escravos. 
Aqui os portugueses não puderam prometer que cumprissem, porque era um negócio que envolvia muita gente, mas mostraram boa vontade para o problema.
À despedida, o governador, reparando que a escrava se mantinha acocorada na posição de assento, perguntou à altiva Jinga porque não a manda levantar, ao que a sobranceira guerreira angolana terá respondido: “Já não preciso dela, nunca me sento duas vezes na mesma cadeira!”
A divulgação deste facto foi, em grande medida, obra de um holandês que poucos anos depois fez desenhos deste insólito comportamento e que veio contribuir muito para a aura de admiração que se gerou em torno desta mulher angolana, uma, se não a maior heroína do seu país.
baptismo da Raínha  Jinga em 1622 na Igreja Matriz de Luanda.

Muito provavelmente como estratégia diplomática, Jinga deixa-se baptizar com toda a pompa e circunstância, e muda o nome para Ana de Sousa, tendo por padrinho o próprio governador João Correia de Sousa
Dai ter adoptado o seu apelido, como era costume. Isto terá ocorrido em 1622, contando Jinga 40 anos.
A verdade é que Jinga deixara em todos os portugueses uma profunda admiração e respeito e vai regressar ao seu reino com prendas preciosas oferecidas pelos portugueses.
Relata então ao irmão o sucesso da sua missão. 
Este, entusiasmado com a descrição do baptismo, manda comunicar ao governador que lhe mande missionários para ser também ele baptizado. É incumbido dessa missão o padre Dionísio de Faria, natural do reino de Matamba. 
Porém, quando Mbandi vê que os portugueses lhe enviaram um padre da sua raça, isto é negro, tomando isso como uma afronta, recomeça de imediato a guerra contra os portugueses que, muito mais bem preparados o vão perseguir. 
Cobardemente, foge e refugia-se numa pequena ilha do Quanza, onde acaba por morrer ou ser envenenado, a mando da irmã, que percebe que é chegada a sua hora da mandar. 
Ela possuía já um exército fiel, engrossado continuamente com escravos que fugiam a refugiar-se nas suas terras para escaparem ao seu trágico destino.
As mensagens entre os portugueses e a rainha Jinga prosseguiam, havendo, por parte do governador, alguma relutância em combater esta mulher que para todos os efeitos era cristã. 
O governador teria gostado de cumprir a sua palavra, mas as pressões de Lisboa para se aumentar o mercado de escravos para o Brasil eram demasiado fortes para que o governador pudesse agir segundo a sua consciência. 
Em Agosto muda mais uma vez o governador, tendo assumido esse cargo o bispo Frei Simão Mascarenhas.
Embora, neste período, na correspondência trocada entre portugueses e a princesa Jinga, esteja assinada como Ana do Sousa, não deixa de insistir para que Portugal cumpra as suas promessas e devolva os homens do seu reino que foram feitos escravos. Ora, o tráfico de escravos era um grande negócio na altura e Portugal não estava interessado em abandonar essa fonte de rendimento, passe tudo o que é hoje a nossa visão da escravatura. 

Estava-se noutra época em que a escravatura existia em quase todo o mundo. E como “para grandes males grandes remédios”, em 1625, o governador Fernão de Sousa decide acabar com a supremacia crescente de Ana de Sousa. Para isso, manda colocar no trono do reino do Dongo (que ficava na região das Pedras de Maupungo ou Pungo Andongo um parente dela, Ari Quíluanji, que não passava de um rei-fantoche, pronto a fazer o que os portugueses lhe ordenassem. Este deixa-se baptizar e adopta o nome cristão de Filipe. É Bento Banha Cardoso, capitão- mor do governador, quem vai executar esta missão. E o rei-fantoche comprometeu-se a prestar vassalagem ao colonizador, fornecendo 100 escravos por ano à Fazenda Real. Reinava então Filipe III
Com o evoluir dos acontecimentos era quase certo que Ana de Sousa assumiria mais cedo ou mais tarde o que a sua natureza lhe pedia. Renegou o baptismo e assumiu-se como Rainha Jinga
Ao contrário de muitas outras histórias de rainhas africanas, Jinga não foi uma figura lendária. Há documentos mais que suficientes, onde constam cartas suas, o que para época era raríssimo numa mulher africana. 
Ela tinha sido educada por frades italianos e aprendera a ler e escrever.
E se a lenda diz que nas altas montanhas de Matamba está lá uma pegada sua, este é o pormenor mitológico que dá sabor a todas as grandes figuras da história.

O REI SOU EU !

Para os portugueses parecia fácil domesticar esta mulher que para ser respeitada se vestia de homem, com as habituais peles de animais. Usava machado à cintura e manejava sem dificuldade o arco e a flecha. Ela  exigiu  ser  considerada  rei e  não rainha,  mantendo mesmo, à maneira de rei, o seu harém onde tinha mais de cinquenta jovens que eram para todos os efeitos as suas mulheres, como teria qualquer rei homem. Algo que não lembraria às mais belicosas feministas uns séculos mais tarde.
Em Fevereiro de 1626, Bento Banha Cardoso parte de Luanda acompanhado de um número considerável de cavaleiros e padres para tentarem pelas armas ou pela pregação reconquistar a rainha guerreira. Foram pelo Quanza até Massangano. Estava-se já no mês de Março. Vai haver confrontos. A rainha Jinga ataca de noite. Conhece o seu território. Há feridos e mortes. Debalde os portugueses lhe vão no encalço. Bento Cardoso, por agora, retira-se, visto ignorar o paradeiro da rainha que entre tanto se aliara ao Jaga Caza contra o rei--fantoche do Dongo. Os Jagas eram guerreiros por profissão e tinham fama de praticar ritos canibais, eram preparados desde jovens para essa função. Dai que, como mercenários, terem uma grande mobilidade, pois não lutavam por causas mas sim ao lado de quem dava mais vantagens. 
Os próprios portugueses vão ter jagas pelo seu lado, em várias fases das guerras angolanas, que duram várias décadas.
Morre, entretanto, Bento Banha Cardoso, antes de poder ir em auxílio do rei do Dongo
Os exércitos organizam-se de parte a parte e há novos recontros com a rainha Jinga. Estamos em Maio de 1629. Não conseguindo derrotá-la, os portugueses raptam-lhe as duas irmãs, Cambo, Funji e um número considerável de sobas que a apoiavam. As irmãs da rainha são entregues à guarda da mulher do capitão-mor, em Luanda, que terá a incumbência de as mandar baptizar. Tomarão os nomes de Bárbara e Graça (ou Engrácia).

UMA GUERRA DE TRINTA ANOS

Entretanto Jinga organiza os seus exércitos que passam a contar agora com o apoio explícito do Jaga Cassangi, possuidor de oitenta mil arcos de guerra. Neste momento a rainha guerreira só deseja que os portugueses lhe reconheçam legitimidade para governar o reino do Dongo. O próprio António de Oliveira Cardonega, escritor considerado “o pai da História de Angola”, na sua obra escrita em 1680, é de opinião que os vinte e oito anos de lutas entre a rainha Jinga e os portugueses se deveram em grande parte à má política dos governadores de Luanda. Ele diz mesmo que os portugueses primeiro roubaram o Ngola Mbandí: depois, fizeram rei um fantoche só para não reconhecer como legitima sucessora a rainha Jinga
Por fim são também os portugueses os culpados daquela rainha africana ter ido pedir auxilio aos holandeses. 
Por volta de 1630, a rainha Jinga promete casar com o chefe jaga para cimentar a aliança mas tal não se vem a concretizar. No entanto, entre 1630 e 1635, dada esta aliança, consegue-se que as lutas tribais acabem. Quase sem se aperceberem, diversas tribos reúnem-se em torno da rainha Jinga e tomam consciência da sua força, centrada na região da Matamba. 
Portugal enfrenta, neste período, um poderoso inimigo—os holandeses que queriam maiores lucros no comércio africano, nomeadamente no tráfico de escravos. 
Com os holandeses ao longo da costa e com a rainha Jinga à frente dos seus exércitos, no interior do território, o governo português resolveu tentar refazer a aliança com a rainha. E, em 1639, realiza-se um encontro entre as duas partes, mas não se chega a acordo.
Com o avanço dos holandeses, o rei do Congo, Garcia II entra também na guerra, ficando os portugueses com três frentes de conflito. 
Em 1641 reinava já novamente em Portugal um rei português: D. João IV. De Luanda parte um exército para combater o rei do Congo e a rainha Jinga da Matamba. Mas era demasiado tarde e Luanda cai nas mãos dos holandeses. Os portugueses fogem para o interior.

O MASSACRE DE MASSANGANO

Em 1645 a rainha Jinga cerca os portugueses que se encontravam em Massangano. Estes defendem-se heroicamente até ao limite das suas forças. 
Vários autores portugueses vão enaltecer este comportamento que faz parte daquela dupla visão histórica dos acontecimentos, que tem sempre dois lados. 
Para a história angolana heróicos terão sido os homens da rainha Jinga, daí ela ser a maior heroína angolana, que aos sessenta anos ainda comandava ela mesma os seus homens. 
Jinga, aliada ao rei do Congo, com o apoio da Holanda e com os guerreiros de vários chefes jagas está prestes a vencer os portugueses, mas dá-se uma imprevista mudança de apoios. Os jagas abandonam-na, para se aliarem aos portugueses, que recebem também apoio do Brasil.
Os portugueses organizam-se e em 1646 vão atacar em força os acampamentos da rainha africana, matando mais de duas mil pessoas. 
Luanda é reconquistada, em 1648, por Salvador Correia de Sá e Benevides
Nesse mesmo ano, este governador envia-lhe uma embaixada para que se converta, mas ela recusou.
O adido militar holandês Fuiler vai ser uma das principais fontes de informação sobre os acontecimentos em Angola no tempo da rainha Jinga, visto que ele é testemunha ocular de muitos destes acontecimentos, pois lutou ao lado dela, durante alguns anos. E ele testemunha a adoração que o povo angolano tinha por aquela extraordinária mulher, chegando muitos a beijar o chão quando ela se aproximava. 
Para o capitão Fuller, ela era tão generosamente valente que nunca feriu um português depois deste se render e tratava os seus soldados e escravos como iguais. 
O acordo de paz entre portugueses e a rainha Jinga acontece em Outubro de 1656, sendo cento e trinta escravos trocados pela princesa Bárbara (nome de uma das irmãs depois de baptizada). 
Em 1657, religiosos capuchinhos italianos aproximam-se da rainha Jinga e convencem-na a voltar à fé cristã e a vestir-se de mulher. Quem vai ter um papel importante nesta conversão é frei João António Cavazzi de Monte Cuccolo, conhecido simplesmente por Cavazzí. Com ele a rainha vai trocar cartas importantes. Os frades capuchinhos vão tomar a responsabilidade de edificar uma igreja paga pela já não rainha Jinga, mas pela novamente Ana de Sousa
A igreja de Santa Maria da Matamba é benzida em Agosto de 1663 por Cavazzi
Aos 75 anos, acabara o reinado do rei/ rainha Jinga
Os seus últimos oito anos de vida são de uma pacífica e devota católica que assegurou a continuidade do reino ao aconselhar o casamento da irmã Bárbara com um general do seu exército. 
A sua longevidade foi extraordinária para a época. 
Morreu aos 83 anos, a l7 de Dezembro de 1663, na presença de Cavazzi
A memória dos seus feitos e a extrema dignidade do seu porte permanecem como uma referência para todos os angolanos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

"cronologia descobertas marítimas portuguesas"



Cronologia de algumas viagens de exploração marítimas.

Fontes: Bibliografia: Evolução do Poder Naval nos Séculos XV a XVII, Serviço de Publicações Escolares da Escola Naval. Sem data. Haws, Duncan e Hurst, Alex, The Maritime History of the World, Brighton, 1985.Pemsel, Helmut, A History of War at Sea, Naval Institute Press, 1980.Pereira, R., Apontamentos de História Naval, Serviço de Publicações Escolares da Escola Naval, 1986.Peres, Damião, História dos Descobrimentos Portugueses, Vertente, Porto, 1983 pelo Cmdte. José António Rodrigues Pereira e Mascarenhas Barreto.
Princípios de 1147: Viagem dos Aventureiros. Pouco antes do início do cerco de Lisboa pelas forças cristãs, largou desta cidade uma expedição de mareantes muçulmanos que pretendia encontrar umas ilhas situadas lendariamente ao largo da península Ibérica. Não houve mais qualquer notícia da expedição.
Verão de 1336: Primeira expedição portuguesa às “lhas Canárias”.Mais duas expedições em 1340 e 1341.
Cerca de 1341: Irmãos Vivaldi. Esta expedição que partiu de Barcelona destinou-se à exploração do Atlântico. Nunca se soube do seu destino.
Bandeira Portuguesa em vigor no reinado de D. João I

1408: tentativa de passagem do “Cabo Não”, por António Calaforro e Lopo de Santarém.
1409: tentativa de passagem do “Cabo Não”, por Jacob de Navarra e Pedro de Maiorca.
1410: Passagem do “Cabo Não”, por Lopo de Santarém.
1412: Primeiras expedições ao litoral africano e “Ilhas Canárias” ordenadas pelo Infante D. Henrique.
D. Henrique. (Pintura de Tomasz Kosteck, 1998)

1415
: Conquista de Ceuta. Uma esquadra portuguesa de 250 navios com 12.000 homens toma de assalto a cidade de "Ceuta"; esta data marca o início da expansão portuguesa do Século XV.

1417: Tentativa de passagem do “Cabo Bojador”, por João Vaz da Cunha? e Pero de Serpa, " o genovês, por fazer resgate para um mercador de Génova, em Lisboa.
1418: tentativa de passagem do “Cabo Bojador”, por Bartolomeu Perestrelo, da casa do infante D. João, irmão do infante D. Henrique.
1419: Descoberta da "Ilha Porto Santo". Os navegadores João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira visitaram esta ilha, iniciando a colonização portuguesa das ilhas atlânticas.
1420: Desembarque na “Ilha da Madeira". Os portugueses João Gonçalves Zarco e Bartolomeu Perestrelo, desembarcaram nesta ilha e iniciaram o seu povoamento e colonização.

1420: tentativa de passagem do “Cabo Bojador”, por Pedro Calderom.
1422: O cabo "Não", limite das navegações mouriscas na costa africana é ultrapassado pelos navegadores portugueses que se aventuram a navegar mais para Sul.
1424: Os portugueses atingiram a costa Americana as verdadeiras "Antilhas", reconhecendo sucessivamente as ilhas "Saya" Península Avelon, "Satanazes" Terra Nova, "Antília" Nova Escócia, "Ymana" Ilha Príncipe Eduardo, como pode ser comprovado pela Carta Náutica de 1424 onde estão gravadas nitidamente a data de 22 de Agosto de 1424 e o nome do seu autor,Zuane Pizzigano, um cartógrafo italiano de Veneza. Apesar do mapa ter sido feito por um italiano os nomes das quatro ilhas — Antília, Satanazes, Soya, e Ymana — estão escritos em português a testemunhar, portanto, a ida e volta de navegadores portugueses a Terras da América do Norte, antes de 1424! Esta descoberta das verdadeiras Antilhas, deve-se ao Dr. Manuel Luciano da Silva.
1426: tentativa de passagem do “Cabo Bojador”, por José Galego, português, avô do cosmógrafo João Galego.

O pensamento do Infante. ( Pintura de Tomasz Kostecki, 1998)

1427: Descoberta dos "Açores". No regresso de uma viagem pelo mar largo, o piloto Diogo de Silves desembarcou na “Ilha de Santa Maria”, cuja colonização e povoamento se iniciou em 1431 por Gonçalo Velho Cabral.
1428: Tentativa de passagem do “Cabo Bojador”, por Pero de Serpa.
1430: Passagem do "Cabo Bojador". Considerado na época como o limite dos mares navegáveis. Este famoso promontório foi ultrapassado pelo navegador português Gil Eanes.
1432: Gonçalo Velho Cabral, membro da ordem de Cristo e comendador de Almoral e colaborador íntimo do Infante D. Henrique, descobriu as ilhas de Stª Maria e S. Miguel do arquipélago dos Açores.
1434: Iniciou-se neste ano a utilização da rosa dos ventos de 32 Rumos em vez dos 12 habituais.
1434: Gil Eanes e Afonso Gonçalves Baldaia descobriram a "Angra dos Ruivos".
1436: Afonso Gonçalves Baldaia descobriu a "Angra dos Cavalos" e "Porto da Galé".
1436: Antão Gonçalves, descobriu o "Rio do Ouro".
1437: Desastre de "Tânger". Uma tentativa dos portugueses para alargar o seu domínio em Marrocos com a conquista desta praça, redunda em grave derrota militar.
1438: Provável naufrágio dum navio português na "Ilha Fernando de Noronha".
1440: Realizaram-se as primeiras trocas comerciais com a África ao Sul do Cabo Bojador, reactivando o interesse pelas navegações
 
De Portugal para a Humanidade : Um Mundo Novo. (pintura de Tomasz Kostecki)

1440: Antão Gonçalves e Nuno Gonçalves, descobrira, o "Porto dos Cavaleiros" (mouros)
1441: Nuno Tristão atingiu o “Cabo Branco” ou “Cabo Mirik” e a “Ilha de Arguim”.
1443 e 1444: Nuno Tristão descobriu o "Rio Senegal" e Dinis Dias o "Cabo Verde".
1443 e 1444: Gonçalo de Sintra, descobriu o "Rio Gâmbia".
1444: Início do comércio com os povos do Sul do Sahara, ou seja, hoje denominada África sub-sahariana.
1445: Antão Gonçalves passou para Sul do "Cabo Verde" e chegou ao "Cabo dos Mastros".
1446: Nuno Tristão passou o "Cabo Roxo" "Rio Casamansa", rio Cacheu e o "Rio Grande", actual rio Geba, onde morreu, acompanhado por Aires Tinoco.
1446: Álvaro Fernandes chegou à parte norte da actual "Guiné-Bissau", descobrindo o "Rio Casamansa", seguido no mesmo ano por 8 caravelas da companhia de Lages, ou Lagos.
1447: Lançarote Teixeira chegou ao "Cabo dos Mastros".
1448: Realizou-se uma expedição ao Atlântico Ocidental conforme demonstra uma carta da época de André Bianco.
1452: Descoberta da "Ilha das Flores” e “Ilha do Corvo" pelo navegador português Diogo de Teive.
1455: Descoberta da "Ilha de S. Cristóvão", actual "Iha da Boavista", do arquipélago de Cabo Verde, por Vicente Dias.
1457: Diogo Gomes, descobriu o "Cabo de Stª Maria e Cantor"
1458: Uma expedição comandada pelo próprio rei D. Afonso V conquista a praça marroquina de "Alcácer-Seguer".
1459: Lopo de Serpa, chega ao Rio Grande, actual rio Geba.
1459: Descoberta da "Ilha de Santiago" do arquipélago de Cabo Verde por Diogo Gomes
13 de Novembro 1460: Morte do Infante D. Henrique. Os navegadores portugueses exploraram a costa africana até à "Serra Leoa" e "Libéria e o oceano Atlântico até ao “Mar dos Sargaços” 40º longitude Oeste.
1460: Pedro de Cintra chegou ao Cabo Ledo, Serra Leoa e Libéria 8º graus latitude Norte
1462: Diogo Afonso descobriu as ilhas de Cabo Verde de S. Nicolau, Stª Luzia, S. Vicente e Stº Antão.
1462: Conquista de "Arzila". Esta praça marroquina foi conquistada por D. Afonso V e “Tânger” é abandonada pelos muçulmanos e ocupada pelas tropas portuguesas.
1471: Os navegadores portugueses João de Santarém e Pero Escobar ultrapassaram o Equador e descobriram a "Ilha de São Tomé”, “Ilha do Príncipe” e “Ilha Ano Bom". Iniciaram também a navegação pelo Cruzeiro do Sul.
1471: Descoberta por Fernão Pó, a ilha que ficou conhecida pelo seu nome “Ilha Fernão Pó”, ou “Ilha Formosa”.
Portugal- Abrindo Novos Mundos. Pintura de Tomasz Kostecki - 1998.

1471: Lopes Gonçalves e Rui Sequeira, navegam a Sul do Equador e atingem o "Cabo Lopes", e o "Cabo Stª Catarina", Gabão, 2º latitude Sul.
1472: Viagem à "Groenlândia" e "Terra Nova", ou "Terra dos Bacalhaus"; a expedição foi chefiada por, João Vaz Corte-Real e Álvaro Martins Homem.
1475: Salvador Fernando Zarco de Portugal, futuro Cristóvão Colon casou com a filha de Bartolomeu Perestrelo e viveu alguns anos na ilha de "Porto Santo".
1476: O navegador português João Coelho visita algumas "Ilhas das Caraíbas"; ia a bordo de um dos seus navios um marinheiro de nome, Salvador Fernandes Zarco, futuro Cristovão Colon, pseudónimo ou firma, ao serviço de Espanha a partir de 1492.
Caravela, museu marinha portuguesa 

Agosto de 1482: Diogo Caão saíu do Tejo em demanda da África Austral, para além do Cabo de Stª Catarina, paralelo 2 a Sul do Equador.
23 de Abril 1483: Chegada do navegador Diogo Caão à foz do Rio Zaire, "Rio Poderoso". Exploração da costa de Angola até ao Cabo de Stª Maria, "Cabo do Lobo", 28 de Agosto de 1483 e actual "Ponta Redonda do  farol Giraul", Norte da baía de Moçâmedes, Namibe, Angola, Setembro de 1483.
Caravela Boa Esperança

Setembro de 1485: Segunda viagem de Diogo Caão. Exploração do rio Zaire, até às cataratas de "Yelala" a 160 quilómetros da foz . Volta a explorar a costa africana atingindo o actual Cape Cross, cabo do Cruz , "Serra Parda", Namíbia, Março de 1486, perto de Walvis Bay, atingindo a latitude 22º 10´Sul, “Ponta dos Farilhões”.
 
Bandeira Portuguesa em  vigor a partir de Março de 1485

Maio de 1487: Afonso de Paiva e Pero da Covilhã foram por terra, de Lisboa até ao Reino do Prestes João, Etiópia.
05 de Agosto de 1487: Bartolomeu Dias, coroando 50 anos de esforços e metódicas expedições, dobrou o "Cabo da Boa Esperança", finais de Janeiro 1488 alcançando o oceano Índico, desembarcando na actual Mossel Bay, "Baía de S. Brás" 03 de Fevereiro de 1488. O famoso "Promontórium Prassum" da geografia de Ptolomeu foi alcançado, passou a ser designado de "Cabo de Boa Esperança".
Caravela Boa Esperança

1489/92: Os portugueses realizam viagens de exploração no Atlântico Sul com vista a descobrir o regime de ventos, Duarte Pacheco Pereira é pioneiro.
1490: Partida de Cristóvão Colon para Espanha saindo de Portugal como agente secreto do monarca português. D. João II, com o objectivo de desviar as atenções da descoberta do caminho marítimo para Índia que os Portugueses à muito procuravam.
1492: Por esta época realiza-se uma expedição portuguesa ao Oceano Índico precursora da viagem de Vasco da Gama.
1492: Autorização dos Reis Católicos de Espanha da viagem de Cristóvão Colon [Salvador Fernandes Zarco].Partida de Palos da primeira viagem ao Atlântico Ocidental.
12 de Outubro de 1492: Cristóvão Colon, numa tentativa de chegar à Índia pelo Ocidente atingiu oficialmente as "Ilhas das Caraíbas", região que ficou na posse da coroa espanhola, ilhas que já conhecia quando navegou com João Coelho em 1476.
6 de Março de 1493: Chegada de Cristóvão Colon a Lisboa no regresso da viagem onde se encontrou com D. João II em Santarém.
25 de Setembro de 1493: Início da segunda viagem de Cristóvão Colon.
Nau Pinta

7 de Junho de 1494:Tratado de Tordesilhas". Depois de mediação papal, Portugal e Espanha dividem entre si os territórios recém descobertos. A linha divisória era o meridiano que passava 370 léguas a Oeste das ilhas de Cabo Verde, ou seja 46º 37' W, ficando Portugal com todas as terras descobertas ou a descobrir a Oeste desse meridiano, excepto as ilhas Canárias.
1494: Duarte Pacheco Pereira, um dos negociadores do "Tratado de Tordesilhas", calcula, com erro inferior a 4%, o comprimento do grau do meridiano em 18 léguas, ou seja 106,56 Km ou 57,5 milhas marítimas. O grau de meridiano são 111 Km e 111 metros.
1495: Viagem dos navegadores João Fernandes Lavrador e Pero de Barcelos à "Groenlândia" e "Terra de Lavrador", no Canadá.
1496: Regresso de Cristóvão Colon a Espanha no final da sua segunda viagem.
1497: As naus portuguesas passam a utilizar velas nos mastaréus da gávea e do traquete e "portinholas" para a artilharia nas cobertas.
 Nau S. Gabriel, museu da marinha portuguesa

07 de Julho 1497: partida de Lisboa da armada de Vasco da Gama que se destinou à descoberta do caminho marítimo para a Índia.
20 de Maio 1498: Vasco da Gama completou o descobrimento do caminho marítimo para a "Índia", contornando o Sul do continente africano, chegando a "Calecute".
Vasco da Gama. (Pintura de Tomasz Kostecki -1998)

1498: Viagem de Duarte Pacheco Pereira ao Atlântico Sul. Exploração da costa americana ao norte do Amazonas.
1498: Partida de Cristóvão Colon, da sua terceira viagem com destino às Caraíbas.
Agosto de 1498: Cristóvão Colon foi preso e deportado para Espanha devido a abusos por parte de seu irmão Bartolomeu Cólon.
1499/1500: Primeira viagem de Gaspar Corte Real à "Terra Nova".
Fevereiro de 1500: Ao chegar a Cádiz, Cristóvão Cólon foi imediatamente libertado, terminando a sua terceira viagem.
09 de Março de 1500: Partida de Lisboa da segunda expedição marítima à Índia capitaneada por Pedro Álvares Cabral, composta por treze navios para estabelecer relações comerciais com os reinos locais.
O Brasil e Portugal. (Tomasz Kostecki, 1998 )

22 de Abril de 1500: Descoberta oficial do Brasil, "Terra Vera Cruz" por Pedro Álvares Cabral quando seguia com a armada a caminho da Índia. Descoberta da “Ilha de Madagáscar” a 10 de Agosto de 1500, por Diogo Dias.
1501: Segunda viagem de Gaspar Corte Real à "Terra Nova". Exploração das costas da Flórida por portugueses, mapa dito Cantino.
1502: Viagem à "Terra Nova" de Miguel Corte-Real à procura do irmão Gaspar Corte Real que desapareceram. Miguel ainda se encontrava vivo em 1511, conforme se pode concluir pelas inscrições da "Pedra de Dighton" em Rhode Island.
1501/02: Terceira expedição marítima à "Índia", capitaneada por João da Nova. Descobrimento da ”Ilha Ascensão”, 5 de Maio. Fernão de Noronha descobriu a ilha que tem o seu nome, "Ilha Fernão de Noronha".
1502/03: Quarta expedição à "Índia", capitaneada por Vasco da Gama. Descobrimento da "Ilha Seicheles" e "Ilha Almirante".
11 de Maio de 1502: Início da quarta viagem de Cristóvão Colon.
1503: De regresso da Índia, Estevão da Gama, descobriu a "Ilha Stª Helena".
1503: Portugal estabelece pontos de apoio para as suas frotas na costa oriental africana, rota dos novos entrepostos comerciais na Índia. A fim de se opôr à expansão portuguesa no oriente, Mahmud Begara soberano do Guzerate alia-se ao sultão do Egipto. Nos princípios de 1507 foi enviada para a Índia uma esquadra egípcia.
Caravela Vera Cruz e nau Pinta 

1504: várias viagens efectuadas por Manuel e Pedro Barcelos, da casa de Barcelos para a costa Atlântica do Canadá, onde colonizaram  a ilha de Sable ou de Barcelona, de ovelhas, cabras, bois, porcos e cavalos.
21 de Maio de 1506: Morte de Cristóvão Colon em Valladolid.
1506: Sexta expedição marítima à "Índia", capitaneada por Tristão da Cunha. Descobrimento da "Ilha Tristão da Cunha". D. Lourenço de Almeida chega a "Ceilão, Sri-Lanka".
1506: Navegadores portugueses desembarcaram na "Ilha de Madagáscar", a que deram o nome de "Ilha de São Lourenço".
1507: Neste ano os portugueses já conheciam a costa ocidental da América do Sul e o Oceano Pacífico, como pode ser comprovada pelo "mapa Mapa de Waldseemuller" feito em 1507. Este mapa do século 16 mostra e prova de que Portugal chegou ao Pacífico primeiro que a Espanha.
1508/09: Décima expedição marítima à "Índia", capitaneada por Diogo Lopes de Sequeira. Chegou à “Ilha Sumatra” e a “Malaca”.
Galeão - museu da marinha portuguesa

Março de 1508: As forças egipto-guzerates surpreendem em Chaúl (Dabul) uma pequena frota portuguesa; após três dias de combate dois navios portugueses conseguiram escapar.
9 de Fevereiro de 1509: Batalha Naval de Diu. Ou batalha dos Rumes; o vice-rei português D. Francisco de Almeida destruíu em Diu a esquadra egipto-guzerate, estabelecendo a supremacia portuguesa no Oceano Índico.
Galeão, museu marinha portuguesa

1509:
O “Golfo de Bengala” foi atingido por Diogo Lopes de Sequeira e chegou até “Malaca”.

1510: Conquista de “Goa” por Afonso de Albuquerque.
1511: Conquista de "Malaca" por Afonso de Albuquerque. Descoberta das “Ilhas Mascarenhas”.
1512: Francisco Serrão atinge a “Ilhas das Molucas” e António de Abreu a “Ilha de Timor”.
1513: Jorge Álvares chegou à foz do “Rio Cantão”, China..
1514: João de Lisboa descobriu o “Rio Prata” na costa da América do Sul.
1517: Início do reinado de Carlos V, imperador da Casa de Áustria e rei de Espanha.
20 de Setembro 1519/1522: Ao serviço de Espanha, o capitão português, Fernão de Magalhães, saiu do porto de San Lucar de Barrameda rumando ao Novo Mundo. Juan Sebastian Elcano completou a "circum-navegação da Terra". Dos 5 navios que iniciaram a viagem apenas um regressou; Magalhães morreu na ilha de Matan, nas Filipinas, num combate com os indígenas.
Fernão de Magalhães.(pintura de Tomasz Kostecki,1998)

1519/20: João Álvares Fagundes, explorou a costa americana desde a “Terra Nova” até ao estuário do “Rio S. Lourenço”, Canadá.
1520/1522: Cristóvão Mendonça e Gomes Sequeira descobriram a “Austrália”. Mendonça foi depois Alcaide no forte de Ormuz, onde morreu.
1522: Regresso da frota de Fernão de Magalhães a San Lucar.
1525: Estêvão Gomes, capitão português ao serviço de Espanha, explorou a costa norte-americana desde a “Nova Escócia” até à “Baía Chesapeake”.
1541: Fernão Mendes Pinto, Diogo Zeimoto e Cristóvão Borralho atingiram à “Ilha de Tanegashima”, Japão.
Nau do século XV, museu da marinha portuguesa

Setembro de 1542:
João Rodrigues Cabrilho, capitão português ao serviço de Espanha, descobriu e explorou a "Costa da Califórnia".
1543: Francisco Zaimoto, António Peixoto e António da Mota foram os primeiros europeus a chegar ao Japão. Ensinaram os japoneses a usar a pólvora nos arcabuzes. 
....da Torre de Belém, até ao Japão. (pintura de Tomasz Kostecki)

1550:
Descoberta da "Nova Zelândia".1595: Pedro Fernandes de Queiroz, capitão português ao serviço de Espanha descobriu as “Ilhas Marquezas”.

1606: Pedro Fernandes de Queiroz descobriu a “Ilha de Tabiti” e as “Ilha Novas Hébridas”. Luís Vaz de Torres, capitão português da armada de Pedro Fernandes de Queiroz, descobriu o estreito entre a Austrália e a Nova Guiné, “Estreito de Torres”.
1660: David Melgueiro, piloto português ao serviço da Holanda, efectuou uma viagem pelo "Oceano Glacial Árctico", do Japão para a Europa.


Consultar:


Em construção:
Foi a “barcha” de Gil Eanes que conseguiu dobrar o famoso cabo Bojador, e foram depois os “barinéis” e as “caravelas” os barcos preferidos por esses valentes homens do mar para resolver o problema geográfico da forma de África – incógnita de que dependia a execução e êxito do plano das Índias. 
Foram ainda estes homens saídos dessa escola que o mar criou, aqueles que conseguiram a resolução geográfica da forma do continente americano e do reconhecimento das costas descobertas e referidas da Austrália e porque representam um dever e, ao mesmo tempo uma reparação, aqui fica registado em letras que deviam ser de ouro, os nomes desses humildes e heróis navegadores de Portugal:  
João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira, Gonçalo Velho, Gonçalo de Sintra, Gil Gonçalves, André Dias, Álvaro de Castro, Fernão Vilarinho, Rodrigues Anes, Lançarote, Lopo Caldeira, Lopes d’Alvelos, Diogo Gonçalves, João Correia, Duarte de Holanda, Estêvão de Almeida, Diogo Machado,….

Servidores da casa do infante D. Henrique:
Gil Eanes (1433 e 1446), Afonso Gonçalves Baldaia (1436), Antão Gonçalves (1433 e 1446), Garcia Homem (1441), Estêvão Afonso (1444 e 1446), Rodrigo Álvares (1444), João Dias ( (1444), Diogo Gomes (1445 e 1446), João de Castilha ( 1446), Soeiro da Costa (1446 e 1462), Denis Dias ( 1446), Lourenço de Elvas (1446), Álvaro de Freitas (1446),  Álvaro Fernandes (1446), Dinis Fernandes(1446), João Fernandes (1446), Álvaro Gil (1446), Dinis Eanes da Grã (1446), Garcia Mendes (1446), Gomes Pires (1446), Nuno Tristão (1446), Martinho Vicente ( 1446), Cid de Sousa (1453), António da Nola (14448, 1455 e 1460),João de Santarém (1471) Diogo de Azambuja (1481), João de Moura (1481), Rui de Oliveira (1481), Diogo Rodrigues (1481), Pedro de Évora (1481), João Rodrigues Gaste (1481)? Diogo Cão (1482 e 1486), João Afonso de Aveiro ( 1486), Pedro Dias (1488 e 1489), João Infante (1488 e 1489)

Pilotos séculos XV e XVI:

reinado D. Afonso V : 
Martim Vicente (1445), António Gonçalves (1445), João Fernandes (1446 a 1513), João Bernardes (1446), João Gonçalves Galego (1446), Gaspar Rodrigues Coelho (1447), Martins Fernandes (1471), Pero Escobar ou Escolar (1471, 1485 a 1500), Álvavro Esteves (1471).

reinado D. João II: 
Pero de Alenquer (1487 a 1497), Álvaro Martins (1488 e 1489), João de Santiago (1485 a 1489).

reinado D. Manuel I: 
João de Coimbra (1497), João de Solis (1506), Antão Gomes (1510), Álvaro Rodrigues (1510), Luís Botin (1511 e 1512), João Lopes de Carvalho (1511), Fernão Dias (1512), João Fernandes (1513), Manuel Álvares (1513), Domingos Fernandes (1513), João Dias (1515), Pedro Anes (1519).

reinado D. João III: 
Afonso Peres (1551), João Rebelo de Lima (1551), Diogo Garcia (1551), Francisco Gama (1554).